Educação

MEC lava as mãos e se cala sobre agressão às universidades

Fonte: Brasil 247 em 07 de Dezembro de 2017

Embora diversos intelectuais e reitores de todas as universidades federais tenham divulgado nota contra a agressão às universidades federais, o ministro Mendonça Filho, que se notabilizou por dedicar sua primeira audiência ao ator Alexandre Frota, divulgou apenas uma nota protocolar, em que lava as mãos e silencia sobre o arbítrio; "O Ministério da Educação, após efetuar qualquer liberação financeira, não possui qualquer ingerência sobre os processos de pagamento que estejam a cargo de suas unidades vinculadas, que estão sob fiscalização dos órgãos de controle responsáveis", disse o MEC.

Embora diversos intelectuais e reitores de todas as universidades federais tenham divulgado nota contra a agressão às universidades federais como a de Santa Catarina (UFSC) e de Minas Gerais (UFMG), o ministro da Educação, Mendonça Filho, que se notabilizou por dedicar sua primeira audiência ao ator Alexandre Frota, divulgou apenas uma nota protocolar sobre o assunto.

Procurado nesta quinta-feira, 7, pelo 247 para comentar a operação "Esperança Equilibrista" da Polícia Federal, que levou em condução coercitiva o reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez e outros funcionários, o Ministério da Educação (MEC) limitou-se a dizer que que as universidades têm autonomia garantida pela Constituição.

"As universidades federais têm autonomia administrativa, financeira e pedagógica, uma garantia dada pela Constituição Federal. O Ministério da Educação, após efetuar qualquer liberação financeira, não possui qualquer ingerência sobre os processos de pagamento que estejam a cargo de suas unidades vinculadas, que estão sob fiscalização dos órgãos de controle responsáveis", disse o ministério em nota.

Um dia depois da operação na UFMG, a PF deflagrou nova investida contra a UFSC, pouco mais de dois meses após o suicídio do reitor Luiz Cancellier.

Em um manifesto divulgado nesta quinta-feira, 7, dezenas de professores universitários, intelectuais e juristas criticaram a escalada repressora contra as instituições públicas de ensino superior do País. "É inadmissível que a sociedade brasileira continue tolerando a ruptura da tradição legal construída a duras penas a partir da democratização brasileira em nome de um moralismo espetacular que busca, via ancoragem midiática, o julgamento rápido, precário e realizado unicamente no campo da opinião pública", diz o documento, assinado por nomes de peso como os professores Leonardo Avritzer, Lilia Schwarcs, Boaventura de Sousa Santos, André Singer, entre outros.