O que falta para todos nós...

Por *Fabio Pexe

Este história, contado há tempos por meu avô, é sobre um voluntário que trabalhava em um hospital, e conheceu uma menininha chamada Liz, que sofria de uma terrível e rara doença.

A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la.

O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã.

Eu vi ele hesitar um pouco, mas, depois de uma profunda respiração ele disse:
- "Tá certo, eu topo... Se é para salvá-la..."

À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor.

De repente, o sorriso dele desapareceu e o garotinho empalideceu...    Olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:
- "Eu vou começar a morrer logo?"

Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, e pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!

Esta é uma das lições que aprendi na vida:
"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, ame como se você nunca tivesse se machucado e dance como você dançaria se ninguém estivesse olhando".

(Publicitário, Pós graduado em Gestão de Mercados, MBA em Marketing, e membro da ASBPM
)