Cantinho do Betão - DESASSUNTADO XI

Por Roberto Maciel (Betão)

O engraçado é que o artigo se chama DESASSUNTADO, mas tem assunto pacas. Sem mais delongas, vamos aos "Desassuntados" de hoje.

RECAÍDA DE OLÍVIA
Há alguns dias atrás a Olívia "caiu um tombo", de uma queda foi ao chão e o único cavalheiro que lhe deu a mão foi justamente o causador do acidente. Esse cara sou eu, réu confesso. Nada de muito grave, só o escapamento do espaçador. Mesmo manquitolando no improviso, ainda consegui escrever uns dois artigos antes de levá-la à clínica.

Numa bela manhã de sábado, levei-a à clínica do Doutor Romildo, o mago em conserto de antiguidades que hoje em dia você só consegue em lojas de antiguidades, podendo adquirí-las por preços exorbitantes.

Aproveitei o embalo e levei também um radiozinho que é toca-fitas e gravador que já estava comigo há uns doze anos (eu o comprei lá no "shoping-chão" atrás do cemitério, antes de me mudar para a Capital. Na noite anterior ao meu resgate, feito pelo sobrinho Marcos e pelo saudoso Ronaldo. Fizemos um queima-sebo no FECHA-ROSCA e o sonzinho, ligado numa FM, animou a festa).

Olívia ficou pronta na horinha. Além do conserto do espaçador, ganhou um banho de limpeza extra. Ficou como brinde da casa.

Hoje tenho em mãos, um gravador e 4 fitas virgens. O Boteco que se cuide, quando eu resolver dar uma de "Mario Juruna".

VENTINHA, O RETORNO
Depois do último cano que levei do VENTINHA (meu secretário de limpeza), resolvi encarar, eu mesmo, o trampo jardinístico, mas acabou surgindo um problema: a caixa de gordura encheu e não tive coragem para encarar, só que a situação estava ficando cada vez mais feia com a chuva e o vento que inundou minha área de lazer com folhas e poeira, isso fora a lambança que resultou de meu trabalho no preparo de terra adubada para o jardim. E a caixa de gordura vazando. O que deu para limpar no intervalo chuvístico (aproveitava a chuva para lavar a garagem mas, no dia seguinte já estava cheia de folhas, bem como o jardim).

Foi então que meu dileto amigo e parceiro de jornal, o Professor aposentado Eneo da Nóbrega (o Prefeito NOBILÍSSIMO de meu livro VILA UTOPIA que, por coincidência...) o resto vocês já sabem, telefonou-me dizendo que vinha para um Congresso da FETEMS, juntamente com mais alguns Professores conhecidos meus e que viriam me fazer uma visita.

Como Deus é grande, deu uma boa estiagem e pude adiantar a limpeza do barraco mas, faltava o grosso. Naquela manhã de terça-feira, 14 de novembro, o Ventinha apareceu no Boteco, como que caído dos céus. Agendei um trampo para o dia seguinte e, na hora marcada ele apareceu.

Como, de todas as outras vezes acontecia sempre a mesma coisa, até bolei um jargão: VENTINHA ATRAI O VENTINHO E LOGO UMA CHUVINHA EM CIMA. Dito e feito. Enquanto o Ventinha esgotava a caixa de gordura e limpava a área do fundão, eu, para adiantar o serviço, rastelava o jardim. Foi então que veio o ventinho esparramando as folhas. Aproveitei a chuvinha que veio à tarde e lavei a garagem.

SÁBADO TÉTRICO
Dia 11/11/2017. Resolvi "matar" Boteco para adiantar meus serviços (na maioria dos finais de semana só aparecem tranqueiras e o Xará parte para a gandaia). Tomei minha cervejinha pré almoço em casa. À noite, ainda evitando o Boteco, fui até a churrascaria onde às vezes costumo tomar minha cervejinha. Fechada. Peguei reto a Spipe, até a lanchonete do Mestre. Fechado. Bom, a única opção era partir para o Tio João, na rua do Marco, já que a frangaria, aos finais de semana, só abre de dia. # parti Tio João. Fechado. Putaquipariu, é azar demais para uma noite de sábado. Resolvi encarar o Boteco que, nas minhas andanças, talvez ainda estivesse aberto. Fechado. O Xará já tinha vazado para o bar do Neno. Já que a Patroa tinha ido comer pizza com a irmã, o jeito foi armar meu acampamento na garagem e, junto com meus cães, degustar pipoca e tomar minha gelada.

SAFRA
Final de ano, beirando a primavera e ajudado pela chuvarada, os frutos começaram a purular no meu jardim. Primeiro as pitangas e os maracujás, fora os cocos, no quintal (é água de coco quase todos os dias). Pitangas e maracujás acabaram, dando lugar aos cajus. Meu cajueiro está pejo e vão madurando aos poucos. A consorte é a pegadora oficial e, de dois em dois dias faz a catagem. Hoje, 16/11, a colheita atingiu o pico: 25 cajus gordinhos e vermelhinhos para serem degustados in natura, em sucos ou numa caipijú.