Conflito de gerações

Por *Fabio Pexe

É comum no mercado de trabalho, profissionais com diferentes faixas etárias. Trabalhadores das famosas geração X (1960/70) e geração Y (1980/90) por exemplo, além de claro, gerações mais velhas ou mais novas.

E comum também, é o conflito destas gerações. Motivos óbvios não faltam, pois cresceram, estudaram e conviveram com diferentes tipos de informações, políticas e economias, além da própria criação em si.

Este conflito fica mais aparente em se tratando de um ambiente competitivo como o do trabalho. Na hora do lazer, do convívio, acontecem desavenças, mas é quando envolve negócios, dinheiro, que o bicho pega.

Jovens cheios de ideias, aptos por desafios, sem medo de arriscar e ansiosos de um lado, contra uma geração X por exemplo, conservadores, pragmáticos e que geralmente, estão em posição de gerência, devido a sua bagagem.

Cada qual com um ideal de vida, um valor diferente. Enquanto uns trabalham para poder consumir imediatamente o que desejam, sendo que no mundo de hoje, ter é status, outros são mais pragmáticos, preferem a segurança do investimento, desde que tenham as contas pagas por exemplo.

Isso causa um impasse. Os mais novos acham que são boicotados, que causam medo devido a sua formação atual e mais recente, enquanto os mais velhos, geralmente com salários mais altos e responsabilidades muitas vezes maiores, como filhos na faculdade por exemplo, têm a insegurança de serem descartados em troca de profissionais sem experiências e inconsequentes.

Fato é que as empresas dependem justamente disso, desta diferença, desde que haja qualidade e honestidade de todos os profissionais.

Os novos trazem pensamentos diferentes, que nunca ninguém até então se importou ou pesquisou. Atitudes e comportamentos novos, trazendo o feedback na hora, sendo que eles próprios são os consumidores atuais.

Os mais velhos, somam com a qualidade e responsabilidade administrativa, de uma geração que teve que romper barreiras e construir algo de valor, num pais onde a inflação por exemplo, não permitia o imediatismo.

A quem administra tudo isso, cabe entender este conflito, somar forças, conhecer os profissionais e suas competências, propor e ser responsável pela troca de ideias e relações, sendo que muitas vezes, estas gerações mal se encontram no café, ou quando encontram, não sabem sobre o que conversar. (*Publicitário, Pós graduado em Gestão de Mercados, MBA em Marketing, e membro da ASBPM)