Cantinho do Betão - HISTÓRIAS DO BETÃO V

Por Roberto Maciel (Betão)

É bom reviver a História, principalmente as Mitologias com seus deuses e semideuses e se a gente fizer algumas comparações com os tempos atuais, acabam se encaixando direitinho o ontem e o hoje; a ficção e a realidade. A história a seguir, mistura todos esses ingredientes: ficção, realidade, ontem e hoje.

A HISTÓRIA DE MININOTAURO
ILHA DE CRETA, GRÉCIA ANTIGA. O pau quebrava na disputa acirrada pelo trono, entre o REI MINOS, em busca de reeleição e seus irmãos. Panfletagem e bigas de som enchiam as ruas da ilha e, às noites, os famosos "showmícios" dividiam a população Cretina e quem já andava de saco cheio com tudo isso, era a Primeira Dama, Dona PARSIFAE, pois o marido, o atual Rei em busca de reeleição, não andava mais "comparecendo" aos compromissos de esposo. O casal só tinha uma filha de nome ARIADNE e a Primeira Dama queria ter um guri, para ser um possível herdeiro do trono. O anda-anda de MINOS com a marqueteira gostosona, de nome AFRODITE, mais conhecida no mundo político FROFRODÓ, causava-lhe uns laivos de ciúmes e, nas vezes em que as duas se encontravam, rolavam cenas de baixaria.

POSSEIDON, mais conhecido como POPÓ DO AÇOUGUE, criava gado de raça e touros de reprodução e vendo nesse perrengue eleitoral uma boa oportunidade de ampliar seus negócios, ofereceu ao Rei MINOS, um belo touro branco em troca de concessões empresariais, caso MINOS ganhasse as eleições (este foi o primeiro caso de propina em toda a história). MINOS aceitou a oferenda e ficou de sacrificar o touro no dia da posse, numa churrascada homérica para os cabos eleitorais. Venceu o pleito mas, como havia gostado muito do touro, um belo espécime do famoso "Boi-do-cu-branco", resolveu não sacrificá-lo, o que deixou emputecida sua Marqueteira FROFRODÓ, que, para vingar-se, fez com que Dona PARSIFAE se apaixonasse perdidamente pelo animal, matando assim, dois coelhos com uma só cajadada: a promessa não cumprida do Rei e as afrontas sofridas por parte da primeira dama.

PARSIFAE, perdidamente apaixonada, passava os dias empoleirada na cerca do curral, admirando o belo touro branco e, vendo que MINOS, sempre ocupado em criar novas reformas tributárias para extorquir dinheiro do povo, continuava não comparecendo ao leito conjugal, pediu a ele que mandasse construir uma vaca de madeira para aliviar o atraso do pobre touro. Para fazer uma média com a consorte, o Rei contratou os serviços de DÉDALO e seu filho ÍCARO, especialistas em fazer tudo na ilha. A vaca, bem reforçada para receber o peso daquele enorme touro, foi colocada no pasto e, por várias vezes, aproveitando a ausência sempre constante do marido, Dona PARSIFAE entrava na barriga oca da vaca e o grande touro branco, fazia o que o Rei não fazia.

PARSIFAE acabou engravidando do amante e o filho desse enlace recebeu o nome de ASTÉRION e foi criado com todo o mimo possível pela Rainha que o tratava de MINININHO. Era Minininho daqui, era Minininho dali... e a fase de infância transcorreu normalmente. Frequentou o Jardim de infância e começou ter dificuldade na linguagem. Quase não conseguia falar, só emitindo sons como leves vagidos. O pior período foi a chegada da adolescência, época em que os hormônios começam a modificar o corpo.

O corpo de ASTÉRION, antes, quase normal, começou a sofrer modificações marcantes. Aos 17 anos, já tinha mais de dois metros de altura e um corpão que fazia inveja aos "bombadões" de academia. A testa aumentou e a boca começou a se projetar para a frente. No alto da testa, começaram a brotar dois calombos e, sempre que brigava nas baladas, vencia o adversário na base de cabeçada ou no escoiceamento. Devido ao seu estilo de briga (encarando firme o adversário, ciscando moda galinha, partia em sua direção, abatendo o oponente à cabeçadas), acabou recebendo a alcunha de MININOTAURO, e sempre participava de lutas de arena. Como a coisa estava ficando cada vez mais perigosa (certa vez numa briga, porque o adversário o chamara de chifrudo, acabou matando-o e devorando um de seus braços naquele acesso de raiva), o caso foi parar na justiça mas, como era filho do Rei, MINOS pagou uma gorda fiança e MINOTAURO foi liberado. Os advogados da vítima pediram revisão do caso, ganhando a causa. MININOTAURO foi prá novo julgamento e pegou pena máxima em regime fechado, sem direito a fiança e visitas mas os advogados de MINOS entraram com uma petição para abrandar a pena. Resumindo: MINOS contratou novamente os serviços de DÉDALO e ÍCARO para construírem no quintal do palácio um enorme labirinto onde MININOTAURO ficaria confinado.

Nesse ínterim, o Rei MINOS, meio encafifado, duvidando que seu filho não era seu filho, mandou fazer um exame de DENEÁ no programa do RATINHO. Com o resultado confirmado, MINOS matou o grande touro branco, pai de MININOTAURO e, durante a churrascada, em papos paralelos, foi aconselhado por seu grande amigo e puxa-saco, a contratar um especialista para matar o bastardo. Deu-lhe o telefone de um tal TESEÚDO.

OBS. SE VOCÊ É LEITOR ASSÍDUO, GUARDE BEM ESTE ARTIGO POIS, EM UM PRÓXIMO, ESTAREMOS VENDO: MININOTAURO X TESEÚDO, O CONFRONTO.