A Sanha de Apanhar da Vida

Por * Rosildo Barcellos

Abrindo os olhos. Primeiro de janeiro de 2018... começará o jogo. Eu, de pronto, imagino um jogo de xadrez. Mas, que por uma mão mágica é movida. No entanto: os brancos saem na frente. Invejo a lucidez desse jogo, porque mesmo não tendo toda a decisão - tenho a capacidade de influenciá-lo. Muito embora, impreterivelmente, mais cedo ou mais tarde, tenho de aprender a respeitar a ordem natural das coisas ou movimentar as peças para que os ventos soprem ao meu favor.

Mas acredito que na vida, apesar de tudo, a verdade e a justiça sempre acabam por triunfar, e sem pestanejar prossigo o ato, e o jogo continua... as peças pretas saem tresloucadas para atingir a última linha. Sabe-se apenas que se regras forem violadas há o risco do peão não chegar. Chega a hora de reunir o necessário e esquecer o acessório, conduzindo o destino de cada peça. Começo a perceber uma regra de continuidade e de respostas em cada jogada. É a vida!

Aprender a mover as peças é entender a essência do existir. São peças pretas contra as peças brancas e peças brancas contra peças pretas, antíteses e antônimos andam juntos. Essa é a nossa única diferença: não sabemos quanto tempo temos, quantos dias teremos e não sabemos se obteremos chance de consertar o mal que fizemos ou identificar qual foi a nossa "jogada errada". Mas o objetivo é o mesmo: fazer com que o rei adversário fique sem saída e abdique... é o xeque-mate.

Na vida real, cada decisão nossa é um xeque-mate. Mas algumas regras são imutáveis! Por exemplo: uma pedra preta, será sempre uma pedra preta; mas isso não interfere no jogo, pois não são somente as brancas que atingem a preeminência. Um outro exemplo, é o movimento do cavalo: que claramente representa as mudanças de decisão. E quantas vezes devemos desviar de alguma situação ou obstáculo; para atingir nosso objetivo?

E assim é a nossa vida, tal qual um jogo de xadrez, nossas idas e vindas, nossos problemas "atribuladores" a enfrentar. O jogo não acaba sem angústia e sem sanhas para ambos os lados. Cada ato nosso é mais uma jogada, a favor claro do brilhantismo do jogo; a favor do realce de matizes da vida, limites traçados para o amor em preto e branco. Entretanto um grande fato nunca devemos esquecer... o movimento de uma pedra interfere no movimento das outras. Cada ato nosso deverá ser pensado e medido para não haver arrependimentos ou ingratidões, e guarde sempre uma surpresa reservada para o "Gran Finale". Nos encontramos no futuro! Abraços. *Articulista