Cantinho do Betão - DEZEMBRÃO – 2017 – I

Por Roberto Maciel (Betão)

Estamos nos despedindo do Velho 2017, ano em que a politicalha aprontou todas com o povo, aprovando reformas e mais reformas. O ano em que Deputados, Ministros, Senadores, Governadores e Prefeitos, passaram pelo menos uns diazinhos na "Pensão dos Inocentes", o que nos mostra o outro lado daqueles que nos iludem na época das eleições. O ano em que quase mais um Presidente vei prás cucuias, só conseguindo se livrar graças a gordos benefícios aos puxa-sacos.

Esqueçamos tudo isso e vamos curtir nosso dezembrão com nosso salário em dia e o décimo terceiro na mão.

TPF: TENSÃO PRÉ-FESTAS
Durante o ano, tenho várias "Tpes": TPEM (tensão pré-exames médicos), quando vou fazer os exames de rotina, tendo que ficar em jejum e esquecer a cervejinha da noite: TPM (tensão pré-médico) quando é prá mostrar os resultados dos exames e agora, a TPF, mais uma para a minha coleção.

Tempo duvidoso, chuvas diárias e a chegada de Xandão para antecipar a famosa "ENTRADA NAS COXAS", moagem que fazemos aqui em casa todo o dia 30 de dezembro.

Para completar, o VENTINHA sumiu, o banheiro entupiu e, com a chuva por cima, o jardim encheu de folhas, a garagem de terra e a festança marcada, por antecipação, para o domingo, 17 de dezembro. Pergunto a vocês queridos leitores: - Isso não é motivo para uma TPF?

PROBLEMAS RESOLVIDOS
Já era quinta-feira e a situação continuava a mesma. Chamamos alguém que se dizia especialista em desintupimentos. O cara olhou, olhou, e deduziu que era fossa cheia. Chamamos o Tatuzão, que logo fez o serviço e indicou um outro especialista que trabalhava com eles. Ligamos, e no dia seguinte, o cara apareceu logo cedo, pondo a mão na massa, ou pior, na área barrosística e enquanto isso acontecia, como que, por uma transmissão de pensamento, surgiu ele, o último salvador da pátria, que nos livraria de mais um trabalho extra de limpeza: VENTINHA.

Agendado para o dia seguinte, VENTINHA atacou o banheiro já desintupido, a cozinha, a garagem e o jardim, pois nesse ínterim, XANDÃO já havia alugado uma caixa térmica e três mesas que chegariam às 4 da tarde. No domingo, o grande dia, logo cedo, comprei algumas cervejas, deixando tudo no gelo.

"ENTRADA NO SACO"
Domingo, 17 de dezembro, o grande dia da "ENTRADA NO SACO", nome dado pelo motivo da festa ser em vésperas do NATAL, o que, na realidade seria: "entrada no saco de Papai Noel".

Caprichei numa paçoca pantaneira, já que o amigo CLAYTON SALES, o nosso violeiro, locutor da FM EDUCATIVA, viria para o almoço. Meu outro filho DIOGO, veio logo cedo e deu os últimos retoques na garagem, já com algumas folhas da chuva da noite passada e, após as 3 da tarde a farra começou. Os convivas traziam salgadinhos, tira-gostos, teve até comida VEGANA: pizza e torta salgada de jaca, e o principal: cerveja. Os cães estavam presos no quintal e o pau comendo na garagem ao som do violão do Clayton, do vocal do XANDÃO, e a percussão do DIOGÃO no velho tarol, tendo como baqueta uma colher de pau, em cujo repertório rolavam MPB, POP ROCK e MÚSICA NORDESTINA, e a galera comendo e bebendo. Como quebra-gelo, coloquei à disposição um litro de cachaça com guavira (polpa) e um de guavira (casca seca) e uma garrafinha de licor de bocaiúva que havia ganhado do dileto amigo, Professor aposentado, ENEO DA NÓBREGA (eita, RONDON!)

Lá pelas 4 da tarde, o não inesperado aconteceu. Ela veio com tudo, ativando a cachoeira da garagem, alagando o ambiente festivo. Alguém disse: - não esquenta não, Tio Beto, pois festa em sua casa, sem chuva, não é festa. Mesmo com a situação alarmante a farra continuou. As velhinhas foram abrigadas na sala de televisão, a caixa de bebidas foi arrastada para a área onde mais chovia, as mesas foram levadas para a área mais protegida da garagem e, enquanto isso, os músicos deram um pequeno intervalo comercial para degustarem os petiscos e molharem a goela, dando lugar ao som mecânico. Por mal dos pecados, o quintal começou a inundar e tive que soltar os cães no meio da galera. Com o deguste de alguns salgados doados pelos convivas, logo eles se acalmaram e começaram a participar da festa. (Como diz meu amigo Xará: "O Bom da festa não é a cachaça e sim, a moagem") Como veio, ela cessou, a água baixou, a música ao vivo começou. Passei um rodo para secar o chão e as velhinhas deixaram a TV para participarem da festança. O último convidado puxou o carro prá lá de meia-noite. No fim da festa, enquanto a consorte recolhia as sobras, eu tive um pouco de paz para degustar calmamente, mais algumas latinhas e, no "the day after", XANDÃO fez a limpeza da caixa térmica, recolhendo umas dez cervejas, garrafas de refri pela metade e até meia caixa de sorvete. Cerveja de várias marcas abrilhantaram a festa (Brahma, Antártica, Sub-zero, Conti, Bavária e Heineken).

OBS: POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR, ENCERRO PARCIALMENTE ESTE ARTIGO, DEVENDO PARA O PRÓXIMO ANO, A CONTINUAÇÃO DELE EM DEZEMBRÃO - 2017 - II, COM OS FLASHES: COMO PASSEI O NATAL, DECORAÇÃO NATALINA, PRESENTES, FILHO NOVO E ENCERRAMENTO DO ANO.