Criminalidade, tristeza e outros que tais!

Por * Rosildo Barcellos

O dedo no gatilho e a vida na corda bamba. O quinto mandamento esquecido e jogado ao léu. Para justificar a criminalidade, alguns culpam a situação econômica do Brasil, referem-se de repente às poucas chances que os agressores sociais tiveram quando crianças para escapar da sina de se tornarem o que são. Enquanto a polícia e a justiça vão juntando provas contra os acusados, fica a pergunta: será mesmo que a criminalidade é consequência do ambiente social em que as pessoas vivem?

Cada pessoa é um mundo. Mesmo assim, quando um jovem subverte esta lógica, quero crer ser possível e evidente, a ideia de não se descartar este fator social, e nem tampouco usá-lo como desculpa para ser condescendente com o praticante de um crime como o sequestro é uma maneira bastante canhestra de encobrir a realidade, ou seja, há pessoas que sabem comportar-se em uma sociedade e outras não.
 
No último caso, só a segregação pode resolver o problema, tanto para elas como para os demais e com trabalho diário, não simplesmente ficarem guardados em uma casa penitenciária. Diante de certos crimes, você se pergunta: ele não tem consciência do que fez? Nestes mais recentes casos de sequestro, assassinatos violentos na fronteira, além das mortes, ficou clara a dissimulação, assim como sua perfídia, que usou para ocultar seu desígnio. Entendam bem: fútil é o motivo insignificante, desimportante, com mesquinhez e torpe é motivo baixo, motivo vil, abjeto.

É alguém que mata por recompensa, dinheiro, promessa de casamento, disputa de poder ou a pura e simples vingança. Precisamos diferenciar por exemplo o furto famélico: Ato do indivíduo que impelido pela fome ou pelo frio, subtrai alimentos para adulçorar sua fome como derradeiro recurso para poder subsistir; ante um crime de trânsito como o acontecido no Rio de Janeiro. O condutor, que utiliza-se de remédios controlados, atingiu dezesseis e matou um bebê, ou ainda ao ver, ainda mais grave: num caso de sequestro, latrocínio e cárcere privado por motivo fútil e torpe.

Não obstante, uma discussão mais acalorada, um choque violento ou uma grande decepção podem desencadear o desejo instantâneo de matar. Não é difícil ceder a este instinto em condições extremadas. Entrementes, posso acreditar que não há a percepção nítida da vida e da morte ou apenas usufruir do "dinheiro', nestes casos. Entretanto não posso aceitar e nem quero acreditar que algumas pessoas estejam satisfeitas em carregar o peso das palavras "matar, roubar e se aproveitar do dinheiro" mas do dinheiro eu digo "milhões" - em automóveis, joias, passeios nababescos- e que atingem várias pessoas; para o resto de suas vidas.
*Articulista