Carnaval 2017

A Pesada faz desfile apoteótico e Imperatriz transforma avenida em campo de futebol

Fonte: Divulgação/PMC em 08 de Fevereiro de 2016

A Pesada foi a segunda escola a desfilar em Corumbá.

Kléverton Velasques/PMC

Segunda escola a desfilar pela Avenida General Rondon, o Grêmio Recreativo e Escola de Samba A Pesada mostrou a força, o trabalho e a organização de um time campeão. Com o enredo "Pintando o 7 Poderoso, Mistico ou Divinal", a agremiação contagiou o público presente na passarela pantaneira do samba.

Na comissão de frente, os anjos construtores do universo, juntamente com dançarinos representando o ar, o fogo, a água e a terra, trouxeram, além das cores da escola, o rosa, vermelho, azul e o verde. A criação do Éden veio no carro abre alas. Helinho e Tatiane, primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, fizeram um show a parte.

A combinação do 3 com o 4 (3 + 4 = 7) apareceu na primeira ala, onde predominou as cores laranja, preto e dourado. A paz, a misericórdia, e os sete pecados capitais também foram lembrados pela Pesada. O segundo carro alegórico trouxe a evolução e manifestação da sétima arte.

Ponto forte da agremiação, a bateria também manteve sua tradição e fez bonito na General Rondon. A madrinha Samya Cristine, de dourado, representou as notas musicais, assim como os ritmistas. As cores do arco íris, a literatura, a aquarela e as sete vidas dos gatos foram representados por alas e carros alegóricos.

O presidente Ney Colombo veio no último carro, o Porte G, que encerrou a fase infantil do desfile, aberto por sete crianças fantasiados de sete anos e muitas brancas de neve e seus príncipes. A escola teve 700 componentes, 13 alas e 4 carros alegóricos.

 

Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Corumbaense
Apostou na mistura que o Brasil já consagrou: samba e futebol. Com o enredo, "Samba e Bola no Pé - A paixão do povo e da Imperatriz é o futebol" a escola com sede no bairro Aeroporto levou para a passarela do samba 600 integrantes em 14 alas.

Além dos grandes times consagrados de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, etc) e Rio de Janeiro (Flamengo, Vasco, Fluminense entre outros), o carnavalesco Jonilson Arguelho não se esqueceu do local e guardou espaço especial para o Corumbaense e Riachuelo, times que fizeram história no esporte bretão na Cidade Branca.



A comissão de frente trouxe uma alegoria que representou o tatu-bola, animal que foi mascote da Copa de 2014. Do interior da alegoria, os integrantes saíram fantasiados de índios para remeter ás origens do povo brasileiro.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira trouxe a amarga lembrança da Alemanha campeã da Copa em 2014 quando tirou do Brasil a chance de mais um campeonato mundial numa goleada inesquecível. Já o casal mirim veio com a mensagem de paz entre as torcidas, deixando o recado que os estádios devem primar por ser um local que deve ser frequentado por toda família, incluindo as crianças.

A bateria com seus 80 ritmistas usaram trajes em verde, amarelo e azul, simbolizando o sonho que a maioria dos meninos tem em defender as cores do Brasil em campeonatos mundiais de futebol. À frente dos ritmistas, a rainha da bateria, Cecília Santana, veio encantando o público com simpatia peculiar.

Um dos carros alegóricos veio na representação de uma mesa de pebolim com bonequinhos e destaques que simbolizaram uma partida regional clássica: Corumbaense versus Riachuelo.



Pelé, o Rei do Futebol, veio para a avenida General Rondon em uma grande alegoria, bem como a jogadora Marta, maior atleta feminina do futebol brasileira e por várias vezes ganhadora do prêmio Bola de Ouro.

Após a passagem de todas as alas e carros alegóricos, a bateria saiu do recuo e conduziu a escola até à dispersão. Toda evolução da agremiação foi acompanhada de perto pelo presidente Clemílson Medina.