Cultura

Artistas, e representantes da cultura fazem ocupação simbólica no prédio do IPHAN em Corumbá

Fonte: Luciana Ramires em 24 de Maio de 2016

O grupo está na sede do IPHAN em Corumbá, e a ocupação é pacífica e organizada

Luciana Ramires

Na manhã desta terça-feira (24) de maio, um grupo de pessoas ligadas a movimentos culturais, de teatro, música e artistas da cidade ocuparam o prédio do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), localizado na Rua Domingos Sahib 157, no Porto Geral de Corumbá.

Desde a tarde de ontem segunda-feira (23), o grupo se reuniu em frente ao Instituto Luiz Albuquerque (ILA), para se organizar e discutir pacificamente a ocupação.

"Nós estamos aqui em defesa das políticas públicas, dos movimentos sociais e culturais, esse Governo Interino não respeita a voz do povo nas ruas, e tentam manipular a gente, e amenizar a situação para que a população aceite as condições que eles nos impõem, e será que o Minc vai ser o mesmo?", afirmou o estudante Leonardo de Castro de 23 anos.

A ocupação do prédio do IPHAN ocorreu de forma pacifica e organizada, não tem dia certo para terminar. O grupo já está programando uma assembleia as 19hs30m desta noite, para que seja discutido e elaborado um documento traçando medidas que serão feitas a partir desse ato.

"Hoje lá em Brasília haverá um encontro de todas as frentes que representam nosso grupo para discutir as ocupações em todo país, é movimento nacional pela cultura", disse Bianca Machado uma das integrantes do grupo.

Leonardo ainda ressaltou dizendo "estamos aqui também lutando por um país mais justo sem corrupção, e que se valorize o que já se conquistou ao longo desses anos com esse ministério, eles estão querem acabar com as políticas públicas, as minorias não tem vez nesse governo interino e se colocam a cima de nossos direitos".

Na semana passado o mesmo grupo já havia feito um protesto em frente ao ILA contra a decisão de o Presidente Interino Michel Temer em transformar o Minc em uma secretaria ligada ao Ministério da Educação, mas que logo voltou atrás com a decisão devido às manifestações que estão ocorrendo em várias partes do Brasil desde semana passada.