Eleições 2016

Eleitores de Campo Grande reelegem apenas 11 e renovam 63% da Câmara

Fonte: Jéssica Benitez/Midiamax em 03 de Outubro de 2016

Dos 25 vereadores que cumprem mandato e disputaram permanência nas cadeiras, apenas 11 foram reeleitos, conforme apuração da Justiça Eleitoral finalizada no começo da noite deste domingo (2). Outros 16 são estreantes na Câmara Municipal e dois retornam ao Legislativo.

Foram reeleitos Gilmar da Cruz (PRTB), Lívio Leite (PSDB), João Rocha (PSDB), Roberto Santana (PRTB), Carlos Borges (PSB), Ayrton Araújo (PT), Chiquinho Telles (PSD), Cazuza (PP), Paulo Siufi (PMDB), Otávio Trad (PTB) e Eduardo Romero (Rede). Loester Nunes (PMDB) e Valdir Gomes (PP) voltam ao Legislativo.

Já André Salineiro (PSDB), Odilon de Oliveira Filho (PDT), Lucas de Lima (SD), Papy (SD), Junior Longo (PSDB), Ademir Santana (PDT), João Cesar Matogrosso (PSDB), Delegado Wallington (PSDB), Vinícius Siqueira (DEM), Antônio Cruz (PSDB), Veterinário Francisco (PSB), Jeremias Flores (PTdoB), William Maksoud (PMN), Dharleng Campos (PP), Enfermeiro Fritz (PSB) e Enfermeira Cida Amaral (PTN) serão 'novatos' no Legislativo.

Nos últimos 4 anos o Legislativo protagonizou inúmeras polemicas, principalmente pela oposição ao prefeito Alcides Bernal (PP) que, inclusive, foi cassado por decisão dos vereadores em março de 2014.

CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) foram abertas para apurar a máfia do câncer, o sumiço de vacinas contra H1N1, abandono de obra pela empresa Homex, além da conhecida CPI da Inadimplência, popularmente chamada de CPI do Calote que apurou ausência de pagamentos a fornecedores da Prefeitura e contratação irregular de outras companhias.

Esta última resultou na Comissão Processante que cassou o mandato de Bernal. O então vice, Gilmar Olarte (sem partido), comandou a cidade pelos 17 meses seguintes. Em agosto de 2015, às vésperas do aniversário da Capital, o prefeito conseguiu liminar para retornar ao cargo. No entanto, o clima de guerra com os vereadores seguiu.

Suplentes - Além do impasse entre Executivo e Legislativo esse mandato foi marcado pela posse de suplentes na Câmara Municipal. Do atual cenário, oito estavam na suplência e substituíram vereadores que se tornaram deputados estaduais, federais ou renunciaram, como foi o caso de Alceu Bueno em 2015. Ele renunciou ao cargo após se envolver sexualmente com menores e no mês passado foi assassinado.

Investigação - A Operação Coffee Break investigou a cassação de Bernal e 24 pessoas foram denunciadas. Até o momento a Justiça não definiu se aceita ou não a denúncia do MPE-MS (Ministério Público Estadual). O processo já teve duas 'reviravoltas' e o prazo está 'zerado'. Vale lembrar que não tentaram reeleição os vereadores Mario Cesar (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Herculano Borges (SD) e Marcos Alex (PT), o petista, porém, entrou na disputa pela Prefeitura.