Economia

Foragido da Justiça, Eike Batista causou prejuízo de R$ 30 milhões em MS

Fonte: Celso Bejarano/Midiamax em 27 de Janeiro de 2017

A subsidiária de exploração de minérios em Corumbá – MMX.

Arquivo

Eike Batista, ex-bilionário, tido hoje pela Interpol, a polícia internacional, como foragido da Justiça Federal brasileira, manteve negócios em Mato Grosso do Sul, como a exploração de minérios, em Corumbá, no início dos anos 2000. Até 2014, a subsidiária MMX, empresa de Eike, atuou em Mato Grosso do Sul, sob seu comando. A expectativa comercial era grande, no entanto, o promitente empreendimento causou um prejuízo enorme ao principal parceiro que o ex-bilionário atraiu por aqui, a MSGas (Companhia de Gás de MS). Saiba como:

Por solicitação da MMX, a MSGás construiu 37 quilômetros de canalização de gás natural, obra que, financiada, custou à época, R$ 30 milhões à empresa sul-mato-grossense.

Pelo projeto da MMX, a canalização seria um meio de a empresa de Eike captar o gás natural até sua sua empresa. Para a MSGás, era um negócio rentável, porém, num prazo longo. A obra ficou pronta em 2003, mas a MMX nunca explorou o canal. Ou seja, os R$ 30 milhões, pagos em prestações ainda hoje, ficou somente na conta da MSGás, que tem como donos o Estado de MS e a Petrobras.

A reportagem quis saber da atual direção da MSGás se a empresa moveu alguma ação judicial para tentar receber o valor aplicado no canal da distribuição do gás e para que serve hoje esta obra.

No entanto, a assessoria empresa da estatal informou que a direção da empresa participava de reunião na tarde desta sexta-feira (27).

Até agosto de 2014, última vez que a diretoria da MSGás comentou o caso, foi dito que a empresa amargava prejuízo devido ao empréstimo para construir o canal e que ainda bancava a manutenção da obra com o seu pessoal.

Ainda em 2014, na segunda metade do ano, a Vetria Mineração arrendou a unidade da MMX, em Corumbá, pelo valor de US$ 500 mil anuais, quantia que deveria ser paga em parcelas mensais.

Em 2009, a Organização Não-Governamental Ecoa (Ecologia e Ação) denunciou a MMX por degradação ambiental no pantanal sul-mato-grossense.

FORAGIDO
Eike Batista teve o mandado de prisão decretado ontem, quinta-feira (26), por ter supostamente praticado crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Ele é alvo da operação Lava Jato. Dois dias antes de deflagrada a operação, o empresário viajou para Nova York, onde estaria até a tarde desta sexta-feira. O advogado dele negocia a rendição do empresário.

Eike já foi tido como um dos homens mais ricos do mundo. Há pelo menos três anos é investigado por supostos crimes financeiro. Lava Jato, operação da Policia Federal, foi deflagrada pela primeira vez, em 2014. A investigação esquema de lavagem e desvio de dinheiro implicando a Petrobras, empreiteira e políticos do país.