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Moinho recebe abraço e doação do grupo Harley-Davidson do Pantanal

Fonte: Assessoria Moinho em 14 de Fevereiro de 2017

Harleyros trazem carinho, diversão e doação em dia especial no Moinho Cultural.

Moinho Assessoria

As motos Harley-Davidson invadiram o Instituto Moinho Cultural neste final de semana. Elas trouxeram de diferentes regiões do Brasil e da Bolívia homens e mulheres apaixonados pela motocicleta criada há 113 nos Estados Unidos. Quem compra uma Harley torna-se muito mais que o dono de uma moto, mas entra para um clube com filiais espalhadas por todo o mundo, com direito a muitas amizades, viagens, aventuras, interações e filantropia.

O ponto de partida foi Campo Grande, sede do grupo HOG Pantanal (Harleu Owers Group), criado em 1982. Além dos campo-grandenses vieram a Corumbá harleyros de Cuiabá, Curitiba, Dourados, Maracaju, São Paulo e Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), todos movidos por uma boa causa. Uma das missões do grupo é a filantropia e neste ano o escolhido em Corumbá foi o Moinho Cultural. Para o Moinho doaram a renda total dos leilões de três peças originais Harley - um suporte de capacete, um tanque de combustível e um casaco de couro.

Ao chegarem de Campo Grande, após seis horas de viagem em comitiva pela BR-262, os harleyros foram recebidos no Moinho com um quebra-torto, prato típico da culinária pantaneira, assistiram a um vídeo sobre as atividades do Moinho e apresentação de balé com o duo Nayara Aponte e Jhonatan Parola, destaque da Companhia de Dança Moinho e do recente Moinho in Concert, e música executada pela Orquestra Moinho. Ao todo o grupo reuniu 120 pessoas. O domingo estava reservado para passeios pelo rio Paraguai e pontos turísticos da cidade. "Este é nosso terceiro encontro em Corumbá, o evento cresce e nossa meta é trazer no próximo ano 150 pessoas", disse o diretor do HOG Pantanal, Reinaldo Castilho.

Entre o grupo estão advogados, comerciantes, empresários, publicitários, sozinhos ou formando casais, alguns com crianças. O advogado Sebastião Rolon Neto e a terapeuta ocupacional Alessandra trouxeram a filha Luana mas a família vai receber em breve mais duas meninas. Alessandra está grávida de gêmeas e desta vez, por precaução, não veio na garupa da moto do marido, preferiu o carro. "Sou parceira dele em todas as viagens de Harley-Davidson e não podia deixar de vir de novo a Corumbá", afirmou a gaúcha Alessandra. "Sempre me emociono muito quando venho ao Moinho e vejo as crianças", acrescentou.

O antropólogo paulista Adalto Carneiro veio com sua Harley de Cuiabá, Mato Grosso, prepara um artigo focalizando "a tribo nos motociclistas" e, como historiador, certamente vai se lembrar das aparições de astros do cinema como Marlon Brando e James Dean em cima de uma Harley-Davidson em filmes dos anos 50 que começavam a associar motociclistas à fama de cawboys do asfalto, rapazes rebeldes e amantes da liberdade. Nem tão rebeldes mas cada vez mais solidários e caritativos, os harleyros do Pantanal mantêm nos dias atuais o modo despojado de vida, com suas calças jeans desbotadas, seus casacos de couro e suas máquinas incrementadas criadas há mais de 100 anos por dois rapazes, Harley e Davidson.

Moinho e Vale, 12 anos de parceria

No retorno das atividades dos alunos em 2017, neste dia 8 de fevereiro, o Instituto Moinho Cultural reforçou sua longa parceria com a Vale. "Desde o início desse projeto, em 2005, a Vale é a principal patrocinadora do Moinho, portanto são doze anos consecutivos de parceria e confiança mútua", destacou Márcia Rolon, diretora executiva e fundadora do Moinho. Em doze anos do Moinho, mais de 1400 jovens já foram formados no instituto da rua Domingos Sahib, no Porto Geral. Muitos dos antigos alunos são hoje estudantes universitários, profissionais especializados e alguns, inclusive, abraçaram a arte aprendida como profissão. "O Moinho é muito mais que um polo de formação artística, somos sobretudo um grande centro de irradiação de poderosas ferramentas de transformação social", ressaltou Márcia. "Fortalecemos entre os jovens atitudes como ética, disciplina, educação e fé nos frutos de nosso próprio trabalho".