Carnaval 2017

Acadêmicos do Pantanal “transforma av. em bar, Estação Primeira homenageou promoter e Imperatriz carnaval campeão

Fonte: Da assessoria PMC em 27 de Fevereiro de 2017

Renê Marcio Carneiro/PMC

ACADÊMICOS DO PANTANAL
O desfile da Acadêmicos do Pantanal trouxe para a avenida um tema muito apreciado pelo brasileiro: a vida boêmia e os bares da cidade, através do enredo "Bar Brasail - um mundo à parte e único".

Apresentando a proposta de todo o desfile, a comissão de frente veio com oito componentes encenando o trabalho do garçom, peça chave para o funcionamento de um bar. Para o carro abre-alas nada melhor que uma boa ‘cerveja gelada' que junto com o malandro da noite deu um toque irreverente para o início da passagem pela avenida.

Da primeira à sexta ala e, da nona a décima segunda, foram colocados em evidência as bebidas mais populares pelo Mundo: conhaque, champagne, refrigerante, licores, tequila, cachaça, rum, uísque, caipirinha, vinho, vodka e coquetéis. A sétima ala representou a jogatina, tratada pela escola como um bom pretexto para a embriaguez. Já a oitava ala enfatizou a importância dos petiscos para acompanhar o happy hour de cada dia.

As baianas vieram homenageando o coquetel de frutas. Com roupas detalhadas em vermelho e verde, bem como com tecido branco de frutas, as integrantes trouxeram a combinação da bebida com duas ou mais bebidas alcoólicas ou não.

O requinte do uísque foi apresentado pela madrinha de bateria, Telma Bruno e pelos 60 ritmistas, comandados pelo mestre José do Vitória Régia. As cores vermelho, branco e dourado ajudaram a detalhar um pouco mais sobre a bebida que é destilada de grãos e envelhecida em barris.

Os carros alegóricos chamaram à atenção porque em sua maioria, também remetiam a bebidas, tais como: tequila e cerveja. O penúltimo carro veio retratando a música de bar, tanto aquelas pedidas para o divertimento, quanto aquelas pedidas para o choro das mágoas.

O casal de mestre sala e porta bandeira, Marcelo e Joyce desfilaram representando a famosa dupla de café e água. Fantasias recheadas de detalhes encheu os olhos do público.

Fechando o desfile, o quarto carro intitulado de Bandeiras, trouxe à sua frente o Anjo da Guarda. Confeccionado nas cores verde, amarelo, azul, branco, a última alegoria simbolizou a bandeira do Brasil. A ideia para a finalização da passagem pela passarela do samba surgiu da tradicional reunião de amigos em bares para assistir jogos de futebol.

Em seu destaque, a presidente da agremiação, Jackelyny Pazzolyny representou a fantasia festa das bandeiras.

ESTAÇÃO PRIMEIRA
A Estação Primeira do Pantanal foi a quarta escola a se apresentar no desfile das escolas do grupo de Acesso do Carnaval de Corumbá. Já era madrugada de segunda-feira quando a agremiação encerrou sua descida pela General Rondon. Neste ano a agremiação homenageou o promoter João Baptista, popularmente conhecido como JB.

A comissão de frente veio representando ‘Os Cangaceiros', isso porque esta é uma tradição do Nordeste brasileiro. As cores marrom e bege, misturadas com tecidos e couro, fizeram a diferença na vestimenta dos 12 integrantes.

Com o enredo, "Festejando com arte, a Estação Primeira canta JB", a escola de samba passou pela avenida homenageando um ícone da noite corumbaense, o promoter João Baptista Da Cruz Filho. Em 14 alas foram destacadas as festas promovidas por JB durante todo o ano, entre elas, Hipinóse; Festa do Hawai; Cachorro Louco; Tequila; Cala Boca e Me Beija; Funk Vip; Halloween, entre outras.

A rainha da bateria, Joyciane Bruno, veio representando o tradicional Concurso de Fantasias. Já a madrinha da bateria, Kelen Souza, apresentou ao público a arte e a cultural do Carnaval. A novidade ficou por conta da madrinha da bateria mirim, Letícia que deu um show de samba no pé.

Os ritmistas, comandados pelo mestre, Margigley compassaram a passagem da escola que levou para a avenida três carros alegóricos e o abre alas. A bateria levantou o público quando fez o recuo na rua 15 de Novembro. Durante o desfile, 700 componentes retrataram a alegria e a espontaneidade do corumbaense, assim como a agitada vida noturna do Município.

Três carros alegóricos ajudaram a contar a história do promoter. O primeiro representou o Nordeste e suas raízes. O Trem Bala, símbolo da Estação Primeira, foi destaque no abre-alas. O segundo carro representou a Arabian Nigtht, uma das festa criadas por JB. A última alegoria mostrou sua trajetória nos passes do balé. O desfile terminou com a ala Amigos da Balada.

IMPERATRIZ CORUMBAENSE
O encontro com a tradicional Escola de Samba Imperatriz com a atual Escola de Samba Imperatriz Corumbaense levou os foliões ao delírio, ao resgatar as memórias dos antigos carnavais durante o desfile.

Com as cores verde, vermelho, amarelo e branco, a agremiação exaltou a primavera e a Imperatriz de Luiz M. Cambará. Ao todo, 400 componentes levaram o fascínio do carnaval corumbaense de 1975 para a passarela do samba.

A comissão de frente composta por 10 pessoas veio retratando a evolução das plantas e o surgimento das flores. Junto dela, o tripé, intitulado ‘Fonte de Água e Coreto da Praça' apresentava a transformação da terra e a geração dos recursos minerais.

Como forma de diferenciar a evolução durante o desfile, a escola trouxe as baianas como primeira ala. Representando a Vitória Régia e a Flor de Camalote, símbolos do Pantanal. Em seguida, o primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, Jackson e Carla Uchoa, trouxe para a avenida, a imperatriz Flor e o imperador Beija-Flor.

A chegada da primavera foi reverenciada pela comunidade do bairro Aeroporto, que trouxe na segunda ala o florescer da primavera e a renovação de um ciclo interminável. A terceira ala desfilou compassada com os 400 componentes da escola, isso porque, a bateria que é o coração da escola representou o mandacaru que em seu conjunto trouxe consigo a flor de mandacaru, a rainha de bateria Cecilia Santana e, o fruto do mandacaru, a madrinha da bateria Bruna.

As alas quatro, cinco, seis, nove e onze trouxeram a representatividade das flores na fauna brasileira. Já as quatro alegorias demonstraram o potencial das flores na primavera, bem como as alas sete, oito e dez.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Helber e Telma, foram as violetas na primavera. Já o terceiro casal de mestre sala e porta bandeira, Maik Marshal e Keyla Mendes, simbolizaram o encontro das imperatrizes, também proposto na ala 13 com a história de Luiz Cambará e a Imperatriz.

O desfile foi encerrado com a passagem da quarta alegoria, intitulada de encontro das coroas, que simbolizou o encontro da coroa da Imperatriz original com a atual Imperatriz Corumbaense.