Carnaval 2017

A Pesada abriu o desfile “De Cabral ao atual Brasil” e Márquês de Sapucaí veio com o enredo "Tributo à Beleza"

Fonte: Da assessoria PMC em 28 de Fevereiro de 2017

Renê Marcio Carneiro e Gisele Ribeiro/PMC

A PESADA
A história do descobrimento do Brasil foi levada de forma caricata pela Escola de Samba A pesada para a passarela do samba. Abriu o desfile da segunda-feira de carnaval, a agremiação apostou na fácil leitura do enredo, ‘De Cabral ao atual um Brasil sem igual, culturas, danças e miscigenação, assim surge a arte popular' para conquistar consecutivamente o título de campeã, mas dessa vez do grupo especial.

A escola mostrou com detalhes em suas 14 alas a chegada de Cabral nas caravelas e seu deslumbramento com os encantos do Brasil, bem como os donos da terra, a colonização, a migração, os costumes e as riquezas da terra.

O enredo começou por um setor dedicado aos donos da terra, no caso, os índios, a apropriação, corte portuguesa, colonização de terras, passando pela invasão, república, a religião, comemorações tradicionais, e terminando com o Brasil atual e seus descendentes. Com leveza e facilidade, a história estudada durante período escolar foi contada de forma colorida, descontraída e com riqueza de informações.

Falando em leveza, o samba, foi cantado de ponta a ponta pela escola e pelo público, o que fez a apresentação, ganhar ainda mais visibilidade.

A ala das baianas que foi a primeira a passar pela passarela do samba representando a simbologia da bandeira de Portugal, prenunciava o espetáculo que se seguiria com musas da agremiação mostrando a mistura de raças.

A bateria vestida de Corte Portuguesa do Mestre João Victor Ibarra, caracterizada por sempre surpreender durante os desfiles, não decepcionou e mostrou uma evolução irreverente apresentada pela rainha de bateria, Samya Cristine, fantasiada de Maria a Louca que foi rainha de Portugal e também do Brasil.

O primeiro casal de mestre sala e porta bandeira, Kléber e Kássya Costa desfilou a riqueza extraída de terras brasileiras. Sendo assim, as indumentárias abusaram do dourado, reluzindo o brilho do ouro.

Os cinco carros alegóricos apresentaram desde a ida para as terras, mais tarde descobertas até a criação do pavilhão da República Federativa do Brasil, destacando os 26 estados e o Distrito Federal. Destaque para o presidente da escola, Ney Colombo que passou na última alegoria representando a brasilidade.

A passagem pela avenida General Rondon foi finalizada com o Brasil de 2017, com composições de misturas do país dos africanos, espanhóis, holandeses, ingleses, italianos, orientais dos ocidentais, tal qual, das cores, danças, ritmos e festas populares mundialmente conhecidas.

MARQUÊS DE SAPUCAÍ
Com 800 componentes, a escola Marquês de Sapucaí foi a segunda escola a se apresentar no desfile do Grupo Especial do Carnaval de Corumbá. Com muita alegria, a agremiação passou ao público a mensagem da beleza sob medida, desde a natureza até o ser humano.

Com o enredo "Tributo à Beleza", a comissão de frente chamou a atenção com os guardiões do Olimpo que reverenciaram a deusa Afrodite. Com lanças acopladas aos elementos cenográficos, a comissão formada por 12 componentes levou o cultivo à deusa da Beleza e do Amor.

Em 13 alas, a escola mostrou a importância do cultivo da beleza, seja ela de qualquer forma. As belezas naturais foram evidenciadas desde as borboletas e flores até a sua transformação. Já a beleza física foi lembrada em seus primórdios, dos índios aos dias atuais. A beleza interior também foi realçada, bem como o desenvolvimento do corpo por meio de atividades físicas e por último, os encantos da melhor idade.

Os quatro carros alegóricos e o tripé mostraram com detalhes a beleza, através da Deusa Afrodite; metamorfose da beleza; beleza grega; última moda e para finalizar; fonte da juventude. A bateria do mestre Luciano Velasques representou os senhores do tempo. O tempo que não para, foi paralisado mediante ao show dado no meio da avenida pela rainha da bateria, Jocilene Carvalho e pelos 80 ritmistas.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Robson e Francielly Ramalho, que na história representaram a transformação da natureza, não pouparam na evolução ao longo do percurso e colocaram em destaque o pavilhão verde, branco, amarelo, azul e lilás da escola.

Depois de mostrar a exuberância, a Marquês de Sapucaí encerrou o desfile com olhar positivo para o futuro, mostrando as alternativas para a realização do desenvolvimento humano com autoestima e vivacidade.