Política

Governo nomeia ex-prefeito envolvido em escândalo de homofobia e ex-presidente da Assomasul

Fonte: Diana Christie/TopMídiaNews em 24 de Março de 2017

Eles devem ocupar funções na Subsecretaria de Relações Institucionais, pelo símbolo DGA-1.

O Governo do Estado nomeou, nesta sexta-feira (24), os ex-prefeitos Dirceu Luiz Lanzarini e Juvenal de Assunção Neto (PSDB) em cargos de direção superior e assessoramento na Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica. Eles devem ocupar funções na Subsecretaria de Relações Institucionais, pelo símbolo DGA-1, com remuneração prevista de até R$ 10,4 mil.

Ex-prefeito de Amambai por três mandatos, Dirceu Lanzarini foi pivô de um escândalo de homofobia em abril do ano passado. Segundo a deputada estadual Grazielle Machado (PR), ele se negou a filiar o vereador professor Ailton ao PR do município por ele ser gay. Ante o ocorrido, o presidente estadual do partido, Londres Machado, providenciou a saída de Lanzarini e dos vereadores que colaboraram com a atitude preconceituosa.

O ex-prefeito também foi secretário da Juventude, diretor-presidente da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul) e assessor especial, cargo de DGA-1, durante o governo de André Puccinelli (PMDB). Em 2015, foi condenado pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado) a devolver R$ 21,67 mil aos cofres públicos por irregularidades em convênio do Fundeb de Amambai.

Apadrinhado político do governador Reinaldo Azambuja, o tucano Juvenal Neto foi prefeito de Nova Alvorada do Sul e presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) por um mandato. Ele tentou a reeleição em 2016, após três anos na prefeitura, mas foi derrotado pelo candidato Arlei (PMDB). Apesar de perder o cargo político, continua na militância do PSDB.

No início da semana, Reinaldo também nomeou o ex-prefeito de Fátima do Sul, Júnior Vasconcelos (PSDB), para trabalhar nos Escritórios Regionais de Campo Grande. Ele tentou a reeleição em outubro, mas teve o registro da candidatura cassado pela Justiça Eleitoral após suspeitas de compra de votos. Servidor da Polícia Civil, ele também foi nomeado em cargo de comissão DGA-1.