Política

Os elevados salários pagos pelo prefeito Ruiter não são compatíveis com a situação de pobreza da maioria dos munícipes corumbaenses

Fonte: Da Redação em 02 de Abril de 2017

Divulgação/PMC

Com a crise nacional, inclusive com quase 14 milhões de desempregados e em Corumbá não é diferente, custo de vida elevado, os mais humildes funcionários e os trabalhadores em geral do nosso município se sentem humilhados diante dos polpudos salários que membros do Secretariado de Ruiter recebem todo mês, bem como os comissionados que agora estão sendo recompensados por trabalharem em sua campanha eleitoral.

O contrateste com essa situação de bem remunerar seus apaniguados é a situação de emergência em que se encontra a saúde pública de Corumbá, que já está na UTI, devido à ausência de remédios, melhores equipamentos e até de produtos básicos como gazes, algodão e papel higiênico no único hospital da cidade, nos postos de saúde, que dispõe de poucos médicos e dentistas, demora em conseguir consulta e fazer algum procedimento cirúrgico, levando até meses, sem falar na falta de vagas nos leitos da Santa Casa local.

Enquanto isso acontece por aqui, o governador Reinaldo Azambuja, do mesmo partido do Ruiter Cunha, o PSDB, acaba de assinar a ordem de serviço para a instalação do Hospital Regional de Três Lagoas, com inauguração prevista para dentro de no máximo 1 ano. Mas e o de Corumbá, sua maior promessa de campanha em 2014? Com certeza já caiu no esquecimento, uma vez que as eleições de 2017 já estão chegando. E o seu líder maior aqui na Cidade Branca, o Ruiter, não está nem aí para cobrar.

E a crise em Corumbá vai aumentar, com o sumiço da arrecadação do gás boliviano, a queda nas vendas do comércio, com os corumbaenses voltando a comprar na Bolívia, atraídos pela cotação do dólar na faixa de 3 por 1. Já se comenta pelas ruas da cidade, o possível fechamento da agência do Banco Itaú da Frei Mariano, em frente à Praça da Independência e até da Fábrica de Cimentos do Grupo Votorantin, que ficaria só com a Fábrica de Cemento Camba do lado de lá da fronteira. A conferir.

A tábua de salvação de Ruiter será conseguir a verba do FONPLATA de 80 milhões de dólares. Na sexta-feira ele esteve em Campo Grande correndo atrás desse recurso, que se não vier, a prefeitura poderá operar no vermelho ou conseguindo pagar seus servidores, sem realizar grandes obras, o que seria fim de carreira política para o atual prefeito que está na corda bamba.