Fronteira

Convênio com Puerto Suarez garante acesso de estudantes bolivianos ao Moinho

Fonte: Assessoria Moinho em 21 de Junho de 2017

No Moinho, alcaide de Puerto Suarez assinou convênio que garante transporte coletivo aos bolivianos.

Divulgação/Moinho

O transporte é essencial para que estudantes bolivianos, residentes nas cidades fronteiriças, possam participar das atividades do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano. De Corumbá a Puerto Suarez a distância a percorrer é de 22 km. Para Puerto Quijarro, mais próxima da linha de fronteira, são 10 km, o dobro para ida e volta. Por isso a assinatura do convênio de transporte coletivo entre a Prefeitura de Puerto Suarez e o Moinho foi um dos fatos mais relevantes deste mês de junho.

Além de garantir o transporte de ônibus, o acordo deve provavelmente ampliar o número de estudantes beneficiados. Atualmente 14 bolivianos são participantes do Moinho.
A visita do alcaide (prefeito) de Puerto Suarez, Sebastian Hurtado, e assessores ao Moinho selou o acordo de colaboração. Hurtado disse que pretende fortalecer os laços com o Moinho, citando como exemplo o parceira de 13 anos do instituto com a Vale. "É importante que brasileiros e boliviano tenham projetos em comum, somos vizinhos e devemos nos aproximar cada vez mais", ressaltou Hurtado.

"Queremos ampliar a participação de estudantes bolivianos no Moinho, com o apoio do alcaide de Puerto Suarez e de empresas bolivianas dispostas a colaborar", destacou a diretora executiva do Moinho, Márcia Rolon.

O convênio é importante para crianças bolivianas que dependem do transporte coletivo para atravessar a fronteira, como Angelina Georgete, de 7 anos, que se apresentou ao piano durante a visita do alcaide Hurtado. A mãe dela, Blanca Marcos, dedica-se como monitora voluntária no serviço de transporte.

Participante do Moinho, o estudante Moisés Barone, de 17 anos, fez questão de agradecer pessoalmente ao alcaide pela concretização do convênio. Ele nasceu em Corumbá mas desde os dois anos de idade vive na Bolívia, e hoje possui dupla nacionalidade, o pai é boliviano e a mãe brasileira. "Estou no Moinho há quatro anos e sempre dependi do transporte coletivo para participar das atividades", acentuou o estudante, que já sabe o que fazer quando encerrar o ciclo no Moinho. "Quero seguir carreira na Marinha do Brasil".

O Moinho mantém 280 participantes em aulas de música, dança, apoio escolar, educação ambiental, cidadania e tecnologia no contraturno escolar, conta com patrocínio master da Vale, patrocínio da Cielo e BrazilFundation, parceria da J. Macedo, e tem como parceiros institucionais as Prefeituras de Corumbá, de Ladário e de Puerto Suarez, Bolívia.