Coisas que Acontecem

SOLDADO OU BIBELÔ?

Fonte: Farid Yunes em 08 de Julho de 2017

Clóvis Neto/PMC

Por décadas os vários prefeitos de nossa cidade tinham como primeira preocupação os nomes que compunham sua equipe(Secretariado), sendo que o primeiro item era confiança, versatilidade e exigia deles ser Governo, ou em outras palavras, tinham que vestir a camisa, ser um soldado, colocar-se a frente dos problemas e tratá-los de resolvê-los sem levá-los ao prefeito e não expor o chefe a mercê de pedidos absurdos e as situações constrangedoras, afinal de contas, ganhar um salário do porte de um secretário não se encontra em qualquer lugar. O dinheiro é público, mas a nomeação é do prefeito e tem que ser observada a fidelidade e a disposição de assumir dentro do seu alcance as alegrias e as tristezas, os bônus e os ônus.

Ocupei o cargo da Comunicação em três Governos: Hugo Costa, Fadah Gattass e Ricardo Candia. Com uma oposição forte que tinha a frente Armando Anache, Elísio Curvo (na administração do Ricardo Candia) e do radialista Armandinho Anache (Governo de Fadah) e nenhum desses três prefeitos se intimidou e sempre as lutas foram as claras. Ninguém se escondia.

Às vezes, na derrota, você aprende mais que na vitória.

Armandinho Anache como um grande repórter que sempre foi, com experiência nos grandes centros do país fazia oposição ferrenha pela Rádio Clube; na Assembleia Legislativa os deputados Armando Anache e Cecílio Gaeta; na Câmara Municipal os vereadores Augusto Gaeta, Valmir Corrêa, um inteligente opositor, Adelmo Lima e outros políticos sem mandato.

Hoje se observa um comodismo relaxado de alguns nomes do primeiro escalão da prefeitura, talvez mobilizado pelo elevado cargo e neste início de governo, ainda empolgados com o elevado salário, se preocupando mais em resolver seus problemas financeiros do que os problemas espalhados pelo nosso imenso município.

Antes, naquele tempo, perguntava-se a população, muitos sabiam os nomes e as atividades de quase todos os secretários, assessores e presidentes de fundações, hoje, poucos sabem responder quem são. Talvez seja motivado pela omissão de alguns deles, com muito receio de perderem o polpudo salário.