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Peixe a Urucum pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Corumbá

Fonte: Da Assessoria CMC em 04 de Outubro de 2017

Rufo diz que proposta é perpetuar um prato tradicional pantaneiro e homenagear seu criador.

O Peixe a Urucum pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial de Corumbá. É o que pretende o vereador Rufo Vinagre (PR) que na sessão de ontem, terça-feira (03), entrou com um Projeto de Lei para perpetuar um dos pratos prediletos da região pantaneira, criado pelo corumbaense João Claudelino Fonseca da Silva, o Mestre João, na década de 70.

"Trata-se de um dos pratos mais tradicionais de nossa região que ganhou a mesa da população, e que é servido nos mais diferentes restaurantes pelo Brasil afora. Hoje, o turista que visita a nossa cidade, não vai embora sem saborear o Peixe a Urucum. Então, nada mais do que justo perpetuarmos este prato e homenagearmos o seu criador, o Mestre João", explicou Rufo.

Na apresentação do Projeto de Lei, Rufo lembrou que o Mestre João nasceu em Albuquerque, Distrito de Corumbá, em 23 de outubro de 1941. Iniciou seu trabalho como auxiliar de cozinha aos 15 anos, na Sociedade Brasileira de Mineração LTDA. em Corumbá, entre 1956 e 1963, e retornou como cozinheiro mestre em 1971, ficando mais três anos.

Quando serviu o 17º Batalhão de Caçadores em 1959/60, aos 18 anos, era cozinheiro do Cassino dos Oficiais. Foi então que, trabalhando sozinho, teve que aprimorar seus ‘dotes culinários' para atender o público exigente.

Durante os anos de 1967/68 participou de cursos do SENAC em Jupiá-SP, de Garçom, Arte Culinária, Hotelaria e Mestre de Cozinha. Recebeu o diploma de Mestre de Cozinha em 1970. A partir daí, participou de vários eventos em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Em 1975, Mestre Joao abriu seu primeiro restaurante em Corumbá, e, ao mesmo tempo, trabalhou como cozinheiro mestre na empresa Urucum Mineração durante cinco anos. E foi justamente o Morro do Urucum que deu origem ao ‘Filé de Pintado a Urucum', famoso em todo o País.