Educação

Deputado elogia revista de escola pública que traz reflexões sobre a ditadura

Fonte: Portal ALMS em 24 de Outubro de 2017

O período de comando militar no Brasil, de 1964 a1985, foi tema de revista produzida pela Escola Estadual Professora Floriana Lopes, de Dourados (MS), elogiada pelo deputado João Grandão (PT) em discurso na tribuna durante a sessão ordinária desta terça-feira (24/10). Preocupado com a possibilidade de restrição de debates sobre política em escolas públicas, proposto pelo Projeto de Lei Escola Sem Partido em tramitação na Assembleia Legislativa, o deputado João Grandão mostrou a revista como exemplo de ação responsável.

"Quero parabenizar a iniciativa desta revista, por trazer reflexões riquíssimas sobre a ditadura no Brasil. Elaborar um trabalho desse mostra o compromisso com a educação e traz, também àqueles que estão atônitos ao debate político, um rico conteúdo para a sociedade", afirmou. O parlamentar folheou a produção e mostrou que há matérias, por exemplo, que analisam as músicas produzidas no período, que burlavam a censura e traziam a realidade cotidiana dos pobres e perseguidos.

O deputado João Grandão, que também é professor de História, disse ainda que não permitir que conteúdos como esses sejam debatidos e expostos é "não admitir que as pessoas tenham vontade própria ou achar que ninguém possa se manifestar, como na época da ditadura". O deputado ainda protocolou junto à Mesa Diretora um pedido para a reprodução de mais revistas para ampla distribuição do exemplar, que foi feito em parceria com o Curso de História da Universidade Federal da Grande Dourados e encaminhará à Biblioteca uma cópia, para compor o acervo do Legislativo.

Para o deputado Amarildo Cruz (PT), debater assuntos como este fazem parte do fortalecimento da democracia no Brasil. "Se não conhecermos o passado, não vamos viver bem o presente e nem conseguiremos projetar o futuro. Precisamos saber das consequências da ditadura para o nosso povo. A democracia é custosa, mas ainda é o melhor regime que existe. Precisamos estudar e valorizar. É preciso conhecer nossa história", finalizou.