Política

Com Ciro, Lupi e Dagoberto, Odilon diz não temer ‘sujar o nome na política’

Fonte: Ludyney Moura, Mariana Lopes e Richelieu Pereira/Midiamax em 11 de Novembro de 2017

Ex-juiz aceitou disputar eleição para governador em 2018.

Henrique Kawaminami

O ato de filiação do ex-juiz federal Odilon de Oliveira ao PDT, na manhã deste sábado, na Capital, reuniu políticos e a cúpula do partido, que apostam no novo filiado para disputar, em 2018, o cargo de governador do Estado.

Ao lado de políticos que já responderam acusações de corrupção e improbidade, Odilon afirmou que não teme ‘sujar a carreira' entrando na política, e disse pronto para o desafio de disputar a eleição no próximo ano.

"Não vou me misturar jamais com pessoas que não sejam pessoas de lisura, tanto demorei a escolher um partido e escolhi um partido que não tem, segundo os registros, nenhum elemento envolvido com Lama Asfáltica, JBS, Lava Jato e corrupção, de modo geral", disse o ex-juiz.

Apesar da afirmação de Oliveira, tanto o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, que estava no evento, quanto o presidente regional, o deputado federal Dagoberto Nogueira, já responderam a acusações de corrupção.

Lupi deixou o Ministério do Trabalho, em 2011, durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), acusado de cobrar propina de Ongs que recebiam recursos da pasta. No ano passado, pesou contra ele uma nova denúncia de corrupção, dessa vez de uma suposta ‘máfia dos sindicatos' no próprio Ministério. Para o ex-ministro, que comanda o PDT nacionalmente, Odilon ‘tem a marca da coragem' e pode contribuir para construir um novo Mato Grosso do Sul.

Já Dagoberto Nogueira e o presidenciável e também ex-ministro Ciro Gomes, que esteve na Capital na manhã de hoje, foram denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) na chamada ‘farra das passagens', irregularidades no uso de dinheiro da cota aérea dos parlamentares.

Para Ciro, o ex-juiz é um exemplo para o Estado e para o Brasil, e pode contribuir, por exemplo, na segurança pública, ele agradeceu Odilon por "devotar sua coragem para causa pública", e por ter ‘colocado colocou em risco sua vida e de familiares em busca do desenvolvimento do país'.

"O PDT busca com essa candidatura uma esperança para Mato Grosso do Sul, Odilon é o contrário da sujeirada (na política). Ele representa a ética", alegou Dagoberto.
Currículo

Ao discursar e confirmar que aceita disputar a eleição contra o atual governador, Reinaldo Azambuja, Odilon salientou seu currículo, disse que já foi professor, promotor de justiça, juiz em Mato Grosso do Sul e depois juiz federal, por 31 anos, dos quais 28 anos em Mato Grosso do Sul.

"Com esse currículo me apresento. Currículo da honestidade, da lisura e da transparência", e emendou que apesar de não ter experiência política, possui "maturidade para qualquer cargo público nesse país".

Entre os presentes ao ato de filiação estavam o prefeito Marquinhos Trad (PSD), o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o ex-prefeito da Capital Nelsinho Trad (PTB).