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Nos Trilhos da Vida - Sebastião de Souza Brandão Um artista do povo

Fonte: Dílson Fonseca em 02 de Dezembro de 2017

Sebastião de Souza Brandão.

Arquivo Correio de Corumbá


"um fogo que sempre aparecia..."

Senhor Sebastião de Souza Brandão, o simplesmente Tião de 71 anos de idade, onde trabalhou na ferrovia por quase 19 anos. Entrou na ferrovia como trabalhador da via permanente, ele não se aposentou pela RFFSA, só depois de mais alguns trabalhos se aposentou por invalidez. Mas o seu tempo de serviço contado foi na RFFSA e na AGESA Fonseca Ferrovia. Tião é o responsável pelo filme "O Trem Fantasma e a Viola de Cocho "que é sem dúvida nenhuma mais uma lenda acontecida no nosso imenso Pantanal. Mas ele também nos relata outro fato que marcou a sua vida enquanto ferroviário, um fogo que sempre aparecia. Onde um velho ferroviário o Sr. Edgar uma vez disse que já estava acostumado com esse fogo. O nosso amigo Sebastião narra o fato: "(...) certa vez embarcamos eu, Sr. Edgar, Deolindo, Cecílio e João Ioche pusemos água no trole e saímos fomos lá, onde estava pegando fogo, chegando no local o fogo desapareceu na frente de 5 pessoas". Na outra vez ele nos diz que era pela manhã ou no final da tarde ele não se lembra bem, chegando na sua casa, onde as demais casas vizinhas não tinha ninguém, só estava ele, a mulher e as crianças. Depois ele tomou seu banho e foi fazer as suas atividades do seu curso supletivo por correspondência. De repente viu sua esposa levando um balde de água e passando por ele disse: "Sebastião tem fogo na linha". Então ele resolveu ajudar a esposa e pegou também um balde de água e foram apagar, chegando no ponto o fogo sumiu. Ele comenta que essas duas vezes que ele narrou, ele afirma ter visto esse fogo estranho. O nosso verdadeiro ferroviário nos comentou que toda a criação dos seus filhos foi graças a ferrovia, hoje ele tem filhos casados, tem um filho militar. Ele menciona que os ferroviários são apenas grão de areia em relação ao nosso país, mas ao mesmo tempo se sente ofendido com tudo o que aconteceu, onde ele lembra da beleza que era a estação e hoje está tudo caindo aos pedaços.

"Lá na beira daquela estrada ainda existe um ranchinho.
Como é que eu ei de esquecer.
Se foi lá que eu morei e criei os meus filhinhos.
O tempo passou e estão todos criados.
E não existe mais o velho trem que fazia aquele traçado.
Agora tô ficando velho sentindo cansado.
Só tenho as lembranças do passado.