Meio Ambiente

Imasul garante a participação dos produtores do Pantanal na definição das intervenções no Taquari

Fonte: Assessoria de Imprensa em 11 de Dezembro de 2017

Edemir Rodrigues

Produtores rurais de Corumbá, acompanhados pelo secretário municipal de Indústria, Comércio e Produção Rural, Renato dos Santos Lima, se reuniram por mais de duas horas nesta segunda-feira (11) com o presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ricardo Éboli, para alinhar as ações que serão desenvolvidas pelo Governo do Estado para recuperar a bacia do Rio Taquari, em processo de assoreamento.

Ficou definido que as regiões afetadas pelo desastre ambiental do rio, no baixo e médio Taquari, terão representantes na comissão que o Imasul formará para, sob a sua coordenação, desenvolva o plano de ação para as intervenções garantidas pelo Governo Federal com recursos via conversão de multas ambientais devidas por terceiros à União. Os pantaneiros deverão ser representados pelo Sindicato Rural e pela Prefeitura de Corumbá.

O presidente do Sindicato Rural, Luciano Aguilar Leite, presente à reunião, disse que as medidas que serão tomadas pelo Estado, visando acelerar a elaboração do projeto técnico que definirá as intervenções e seu custo financeiro, contemplam os pantaneiros. "Temos que trabalhar juntos, alinhados, tanto planalto como planície, mas com o governo estadual na coordenação. Até hoje os pantaneiros só entraram nessa discussão como vilões", afirmou.

Solução definitiva
O secretário municipal de Indústria, Comércio e Produção Rural, Renato dos Santos Lima, também enfatizou a importância da representação pantaneira na comissão, salientando que a prefeitura está junto com os produtores rurais nessa luta pela recuperação do Taquari.

"Ao termos a garantia do Imasul que haverá intervenções na planície para desassorear o rio e que este é um projeto de governo, é uma esperança renovada", observou o secretário.

O presidente do Imasul, Ricardo Éboli, pontuou que o Estado atua em várias frentes para viabilizar o projeto de recuperação da bacia do Taquari, sendo uma delas a questão jurídica. A principal é a discussão de uma ação que tramita no Tribunal de Justiça da 3ª Região, em São Paulo, a qual proíbe quaisquer intervenções no rio. Éboli disse que o governo trabalhará a questão do Taquari em comum acordo com o Ministério Público e com o Ibama.

"A problemática do Taquari nunca foi assumida por um governo, como está sendo agora, e a ordem do governador Reinaldo Azambuja é executar um projeto a quatro mãos com o governo federal que resolva definitivamente os problemas causados pelo assoreamento", disse Éboli. "Até agora apenas se discutiu a causa e alguns recursos foram direcionados ao planalto, e uma das primeiras ações do governo será evitar mais inundações", completou.

Compromisso
Na semana passada, o ministro de Meio Ambiente, José Sarney Filho, garantiu ao governador Reinaldo Azambuja que em março de 2018 o governo federal publica o edital de chamamento público para captar recursos estimados em R$ 700 milhões, via conversão de multas ambientais devidas por terceiros à União, que serão investidos na recuperação e preservação do Taquari. A aplicação do dinheiro será definida após a elaboração do projeto técnico.