Meio Ambiente

Pesquisa avalia lagoas salinas na Nhecolândia do Pantantal

Fonte: Assessoria de Imprensa UFMS em 27 de Dezembro de 2017

Sedimentos das lagoas salinas na região de Nhecolândia do Pantanal é tema da pesquisa desenvolvida por meio de uma parceria entre a UFMS, Universidade de Kentucky e Embrapa Pantanal, que trabalham juntos por quase uma década em projetos relacionados às mudanças climáticas e aos ecossistemas aquáticos no Pantanal.

A Nhecolândia é uma área importante para o Pantanal e sua paisagem é famosa por causa de seus muitos lagos pequenos, que podem ser facilmente vistos em vôos para Corumbá (MS).

"Esses lagos são muito importantes para a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Mas por muitos anos, as origens dos lagos não foram bem compreendidas. Neste projeto, a equipe de pesquisa usou testemunhos de sedimentos para aprender sobre a evolução dos lagos salinos na Nhecolândia", explica o professor Aguinaldo Silva, diretor do Câmpus do Pantanal (CPAN) e um dos pesquisadores do grupo.

A "Evolução estratigráfica no Holoceno de lagos salinos da Nhecolândia, áreas úmidas do Pantanal sul (Brasil)" é o título de publicação do grupo de pesquisa na Revista Quaternary Research (Universidade de Cambridge).

O artigo analisa amostras estratigráficas de três lagos salinos no Pantanal da Nhecolândia, investigados com fins de explorar seus potenciais para estudos hidroclimáticos no Quaternário.

Os núcleos de sedimentos do lago foram datados usando radiocarbono, de modo que uma cronologia da acumulação de sedimentos poderia ser estabelecida. Os dados de carbono 14 mostraram que uma grande mudança ambiental ocorreu há cerca de 3.300 anos antes do presente, quando os lagos apareceram pela primeira vez na planície de inundação.

Outra mudança importante ocorreu há aproximadamente 900 anos antes do presente, quando os lagos tornaram-se muito salinos e alcalinos. O estudo mostrou que processos como a erosão pelo vento e as mudanças nas chuvas influenciam a paisagem de Nhecolândia.