Necrológio

Morre aos 96 anos o maior paranormal do mundo da década de 1950 para cá, o corumbaense, ORIETHY BEY: OSESO MONTEIRO!

Fonte: *Adolfo Rondon em 29 de Dezembro de 2017

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Corumbaense nato, nascido às margens do Rio Taquari aqui no município de Corumbá, criado na Rua 7 de Setembro, entre as ruas 13 de Junho e Dom Aquino, mestre do hipnotismo, da levitação e das mágicas, que teve sua capacidade de força mental avaliada num Congresso Mundial, como 30% superior a do Uri Gueller quando este estava no auge da fama: ORIETHY BEY: OSESO MONTEIRO!

Faleceu nesta quinta-feira, 28 de dezembro de 2017 em Niterói-RJ, Oseso Monteiro, nome de batismo do renomado Oriethy Bey, devido a problemas de saúde, tendo sido sepultado no final da tarde de hoje, sexta-feira, lá mesmo na cidade onde morava. Nasceu no dia 04 de julho de 1921, as margens do Rio Taquari no Pantanal de Corumbá - Mato Grosso do Sul.

Além de Mestre do Hipnotismo e da Levitação, também era parapsicólogo, estudou Teologia, mestre da Telepatia, Astrólogo, Numerólogo, Vidente e Mágico.

Fez muito sucesso na TV nas décadas de 1950, 1960 e 1970, inclusive fazendo hipnotismo coletivo e a distância também.

A Novela "O ASTRO" da Rede Globo foi inspirada em sua vida.

A cantora Emilinha Borba gravou nos anos 1950 a marchinha de Carnaval intitulada "PENSAR PROFESSOR" em homenagem ao Oseso Monteiro(Professor Oriethy Bey).

Em Cuiabá-Mato Grosso dirigiu um veículo conversível com os olhos vendados com esparadrapo, fita isolante e capuz, da sede da TV Centro América até a Assembleia Legislativa de MT.

Morou durante 15 anos no México convivendo com terremotos e percorreu o mundo várias vezes se apresentando inclusive em Congressos de Bruxarias.

Foi o único sobrevivente da queda de um avião de carreira com dezenas de passageiros na França, graças a sua força mental.

Em 1976 quando a TV Globo trouxe URI GELLER ao Brasil para suas exibições, Sílvio Santos na época na TV TUPI de São Paulo trouxe o OSESO MONTEIRO que fez no seu programa de auditório, tudo que o Uri fez e ainda o desafiou a colocar uma barra de ferro em brasa na boca, conforme ele (Oseso) fez em público e o Uri não aceitou, já que sua capacidade mental era 29% maior que a do seu concorrente, tudo comprovado em Congresso Internacional de Bruxarias.

Deixa rolos de filmes de alguns de seus programas pela TV Rio nos anos 1950, quando fazia até hipnotismo coletivo e a distância, ou seja, hipnotizando pessoas nos apartamentos e casas da Cidade Maravilhosa, direto dos estúdios da emissora acima.

Fez shows nos CINES SANTA CRUZ, TUPI E ANACHE DE CORUMBÁ MS, hipnotizando toda a plateia e fazendo números de levitação.

O Professor Oriethy Bey é um dos focalizados no Livro recém-lançado: CORUMBÁ & APELIDOS de autoria do CAPITÃO IONALDO ARCE, páginas 77, 78 e 79, que se encontra a venda na BANCA DO NATÉRCIO no centro de Corumbá-MS; na FARMÁCIA SANTO ANTÔNIO também no centro da Cidade Branca e na residência de VERA MARCHI, na Rua Firmo de Matos, quase esquina com a Rua Dom Aquino na Capital do Pantanal. Ótimo presente para os parentes e amigos(as). Valor: R$30,00.

Oseso Monteiro(pronuncia-se com Z), cujo nome artístico é Prof.º Oriethy Bey residiu nos últimos anos em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, com suas filhas Isabel Monteiro Ibanhez, Sueli Monteiro e o filho Tito Monteiro.

*Por: Adolfo Rondon, jornalista, radialista, mestre de cerimônias e marqueteiro de campanhas eleitorais, residente em Corumbá-Mato Grosso do Sul, que Oriethy Bey o considerava como um irmão, tendo este participado de suas apresentações em Campo Grande-MS, em Rondonópolis-MT, Cuiabá-MT e em Maricá na região dos lagos do Rio de Janeiro, ficando hospedado na residência do afamado paranormal.

Eis a seguir o artigo do jornalista e escritor Edson Moraes, sobre o pranteado.
Oriethy Bey, o pantaneiro que desbancou Uri Gheller completou 96 anos!
Conhecido como um dos poucos homens que desafiaram o "mago" e prestidigitador Uri Gheller, o corumbaense Oseso Monteiro - notabilizado pelo codinome Oriethy Bey - vive sua nonagenária existência no Rio de Janeiro. Em Maricá, na região dos lagos, sua casa tem o formato de uma pirâmide. Rega a velhice física com a presença de filhos e familiares, mas longe e esquecido pela mídia que um dia lhe deu tanta cobertura. Entre os anos 1960 e 1980 ele tornou-se uma das celebridades do show bussiness no Brasil e no exterior, com suas performances entortando talheres e fazendo previsões em programas de TV de grande audiência, como os de Sílvio Santos e Flávio Cavalcante.

Dois jornalistas de Corumbá - Adolfo Rondon e Felipe Porto - estão entre as raras pessoas que conseguiram nos últimos dois anos fazer contato com Oriethy. Segundo Rondon, ele fez 96 anos no dia 04 de julho do corrente ano. "É um paranormal, mestre da levitação, telepata, teólogo, hipnotizador, astrólogo e mágico", descreve o jornalista. Por sua vez, Porto vive reforçando a necessidade de resgatar a imagem e a importância de Oriethy Bey na promoção positiva de Corumbá e na divulgação do próprio Estado.

No dia de seu aniversário, por celular, recebeu de Adolfo Rondon uma mensagem felicitando-o. "Ele me considera seu amigo e irmão", ufana-se o jornalista, enquanto lembra de episódios vividos por Oriethy. "Anos atrás, o avião de carreira de grande porte em que viajava, caiu numa região da Europa. Morreram sua esposa, dezenas de passageiros e toda a tripulação. O único sobrevivente foi Oriethy Bey, devido à sua extraordinária força mental", conta.

Outra lembrança de Rondon está nas passagens de Oriethy pelos programas de tevê e os testes a que se submetia publicamente para demonstrar seus dons. "Quando Uri Gheller veio ao Brasil, contratado pela TV Globo, Sílvio Santos estava na TV Tupi e contratou Oriethy, trazendo-o do México, onde estava morando. E ele topou chamar Uri Gheller para um desafio diante das câmeras e de todo o Brasil. Ele desbancou Uri, que então era o mais midiático paranormal do planeta e manchete em todos os veículos de comunicação", revive Rondon.

A COLHER - Mais um jornalista corumbaense, Edson Moraes, recorda-se de muitas peripécias que viu Oriethy Bey cometer. "Ele era um amigo presente da nossa família. Era parceiro do meu pai, Carlos de Moraes, nas serestas e nas confrarias afetivas e culturais", conta. "Certa vez, almoçando em nossa casa, Oriethy pegou uma colher e avisou que com o poder da mente iria entortá-la. Claro, ficávamos impressionados e nos divertíamos sempre que ele fazia isso. Mas dessa vez não teve diversão. O talher era de um jogo novo em folha que minha mãe tinha acabado de ganhar de aniversário. Ela chegou, viu o talher entortado e surtou. Pior: o Oseso, o único que se divertia naquele instante, ria tanto que não conseguia concentrar-se para restaurar a forma do talher, o que só foi feito depois, manualmente. Então todo mundo pode rir à vontade".

Consta que a última vez, até hoje, que esteve em Mato Grosso do Sul foi em 1994, pouco antes da Copa do Mundo nos EUA. Primeiro foi a Corumbá, onde visitou amigos e parentes. Depois, em Campo G ande, foi com Adolfo Rondon para uma entrevista nos estúdios da TV Morena, quando inclusive vaticinou que o Brasil seria campeão mundial após 24 anos de jejum. E a convite de Rondon foi com ele até Mato Grosso, fazendo algumas apresentações em Cuiabá e Rondonópolis.

QUEM É - Uri Gheller foi protagonista de uma das maiores e mais ferventes polêmicas midiáticas do século XX. Israelense, naturalizado britânico e hoje com 68 anos, ele foi na década de 70 a mais constante personagem das manchetes da imprensa mundial por seus supostos dotes paranormais. Mesmo questionado, desafiado em seus poderes e até desmoralizados por outros concorrentes, Gheller ganhava a cena - e muitos dólares - entortando colheres e realizando o que chamava de poderes paranormais (telecinese, rabdomancia e telepatia). Para uns, era um charlatão; para outros, um simples ilusionista; mas há os que o consideram um talentoso mestre do domínio mental, ao menos para atrair e prender a atenção de quem o assiste.
EDSON MORAES