Política

Cristiane Brasil teima em assumir ministério, apesar dos escândalos

Fonte: Correio do Brasil em 10 de Janeiro de 2018

Cristiane Brasil, do PTB, responde a processo ja Justiça Trabalhista.

A defesa da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) entrou nesta quarta-feira com um novo recurso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para reverter a decisão que barrou a posse dela no cargo de ministra do Trabalho, conforme informações da movimentação processual apuradas pela reportagem do Correio do Brasil. A íntegra deste novo recurso, entretanto, ainda não estava disponível.

Na véspera, o vice-presidente do TRF-2, Guilherme Couto de Castro, havia negado pedido do governo para derrubar uma liminar que suspendera a posse de Cristiane no ministério. Em outra frente, a Advocacia-Geral da União (AGU) também prepara um recurso que deve ser apresentado nesta quarta ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a posse da nova ministra.

Na segunda-feira, atendendo a uma ação popular, o juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ), concedeu liminar suspendendo a posse de Cristiane como ministra por conta de condenações sofridas pela parlamentar justamente na Justiça do Trabalho.

Novo revés
Cristiane Brasil, no entanto, não teve tempo de se recuperar das últimas denúncias. Nesta quarta-feira, ela sofreu um novo revés. Além de ter a suspensão de sua nomeação como ministra confirmada pela Justiça; a filha de Roberto Jefferson foi inscrita no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT). A inscrição, publicada nesta quarta-feira, pela Justiça do Trabalho, deve-se ao fato de que ela ainda não pagou a indenização de R$60 mil a um ex-funcionário; que moveu uma ação trabalhista contra a parlamentar.

A decisão da Justiça Federal de suspender sua nomeação como ministra; inclusive, deve-se à condenação. Na segunda-feira, a deputada federal solicitou o parcelamento da dívida. Por isso, seus bens ainda não serão bloqueados pela Justiça.

Fernando Fernandes, que era motorista de Cristiane Brasil. Ele informou, no processo, que trabalhava para a deputada e sua família cerca de 15 horas por dia; sem registro em carteira.