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Elizabete da Silva - Simplismente Dona Bete

Fonte: Dílson Fonseca em 14 de Janeiro de 2018

Dílson Fonseca

Essa semana visitamos uma ilustre corumbaense por adoção, a senhora Elizabete da Silva, ou simplesmente dona Bete, que mora na Nova Corumbá, onde tem a sua borracharia. Dona Bete sempre com o sorriso no rosto nos recebeu e passou a nosa relatar um pouco sobre a sua trajetória de vida.

Dona Bete nasceu em Itumbiara no Estado de Goiás e veio para Corumbá aos 12 anos de idade, em 1973, hoje ela tem 57 anos de idade bem vividos, viuva a mais de 20 anos e mãe de 6 filhos.

A nossa amiga exerce uma profissão que além de muita técnica e conhecimento necessita de força fisica e ela uma pessoa de estatura baixa e magra se agiganta quando está exercendo a sua profissão. A nossa amiga é borracheira. E segundo ela tudo começou por vontade própria, pois ela queria mostrar que era capaz e conseguiu. Inicialmente ela montou a borracharia e contratou um borracheiro, que durou apenas duas semanas. Em um determinado domingo após nao ter dado certo com o funcionário ela disse que iria fechar a recém aberta borracharia. Mas depois pensou melhor e resolveu abrir sozinha. Na época o marido zangou com ela, dizendo que não iria trabalhar de empregado para ela. Mas naquele mesmo momento apareceu um frequês, ai dona Bete foi tirou o pneu, abriu o pneu e quando ja estava fechando o pneu para entregar o marido disse que iria ajudá-la, ai a nossa amiga foi enfática e disse: "não precisa já estou fechando o pneu e apartir de hoje eu sou borracheira..." e lá já se vão mais dezenas de anos.

Atualmente atende todos os dias de domingo a domingo, mas ainda encontra resistência, existem pessoas que chegam pra trocar o pneu e perguntam cadê o borracheiro? Ai ela fala sou eu. Ai muitos dizem você? Duvidando que posso fazer, mas tudo isso ela tira de letra.

Dona Bete além da sua profissão, sempre tem uma palavra de apoio as outras pessoas, deixa a seguinte mensagem aos jovens principalmente: "(...)pegar com força e vontade, ter amor a profissão, se não tiver amor a profissão não faz nada na vida. E tem muito jovem que hoje em dia que falam que o jovem não pode trabalhar, na minha opinião as pessoas só não começam a trabalhar jovem quando não tem vontade. Muita força de vontade e o nosso Governo deveria ajudar e incentivar mais o jovem a trabalhar e não deixar sem trabalho, pois tiro pelo meu guri que trabalha gosta de trabalhar e a opção partiu dele de trabalhar, graças a Deus trabalha estuda e dou a maior força pra ele, pois os meus filhos eu criei todos assim trabalhando e graças a Deus são todos homens de bem, trabalhadores, é triste hoje em dia ver os meninos jogados na rua sem ter uma profissão, sem nada e hoje em dia dizem que o jovem não pode trabalhar, o conselho vem em cima, na minha opinião deveria incentivar o trabalho e não deixar parado..."

Conhecemos um pouco a trajetória de vida dessa corumbaense por opção e que nos enche de orgulho.