Política

PGR pede mais 60 dias para concluir inquérito contra Aécio, símbolo da impunidade

Fonte: Brasil 247 em 07 de Fevereiro de 2018

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao STF que prorrogue por 60 dias o prazo de conclusão das apurações de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal articulador do golpe parlamentar de 2016; segundo Dodge, "ainda restam diligências pendentes" por parte da Polícia Federal. No inquérito aberto com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, Aécio é suspeito de ter recebido propina da empreiteira para sua campanha eleitoral à Presidência, em 2014; ministro Gilmar Mendes, relator do caso, ainda não despachou; o ministro do STF Luis Roberto Barroso já afirmou que dos 650 mil presos brasileiros, poucos têm tantas provas como Aécio.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogue por 60 dias o prazo de conclusão das apurações de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal articulador do golpe parlamentar de 2016.

Segundo Dodge, "ainda restam diligências pendentes" por parte da Polícia Federal. No inquérito aberto com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, Aécio é suspeito de ter recebido valores indevidos da empreiteira para sua campanha eleitoral à Presidência, em 2014. Os pagamentos, segundo os empresários, teriam sido realizados por meio de contratos fictícios.

De acordo com Dodge, está pendente a análise e a perícia em dados dos sistemas utilizados pelo "departamento de propina" da Odebrecht, além dos registros de acesso de representantes da empreiteira na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). "Esta informação mostra-se importante para o esclarecimento dos fatos", escreveu a procuradora.

É praxe que o relator do processo - no caso, o ministro Gilmar Mendes - atenda a pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas ele ainda não despachou.

Em entrevista à BBC, o ministro ministro do STF Luis Roberto Barroso diz que dos 650 mil presos brasileiros, poucos têm tantas provas como Aécio. (*Com informações do Valor Econômico)

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