
Publicado em 27/06/2010 | Bom dia Para Você! | Autor: Silva Neto
Bom dia prezado leitor desta Folha! Bom dia para você que está se habituando às nossas crônicas, quando temos oportunidade de comentar sobre fatos ocorridos em nossa cidade, quase sempre de um passado bem distante.
Hoje, por exemplo, vamos abrir espaço para falar um pouco dos amigos que aqui aportam e que, quando nos deixam, deixam palavras de amizade e de respeito pela cidade, pelo nosso povo, pelas nossas autoridades que tanto vêm batalhando para carrear recursos e melhoramentos para Corumbá. É claro que as manifestações agradam a todos nós, bastante distanciados dos grandes centros do País. Corumbá, cidade pacata; Corumbá, do rio Paraguai e dos peixes saborosos; Corumbá das paisagens bonitas, do Pantanal e das aves coloridas que enfeitam o nosso céu; Corumbá, de braços abertos para receber bem os visitantes; Corumbá, cidade ordeira, disciplinada, enfim, palavras de amizade estamos ouvindo à toda hora, o que, de certa forma, nos envaidecem muito. Entretanto, para nós que vivemos outros tempos mais distantes, sabemos de fato ocorrido, que poucos ainda guardam na lembrança e que muitos sequer tomaram conhecimento. Não sabemos precisar quantos anos se passaram, mas a nossa cidade e o nosso povo viveram amargos pedaços na segunda metade do século passado, proporcionados pelo descaso de uma Companhia de Eletricidade, que nunca soube cumprir com as suas obrigações: abastecer, com dignidade e respeito, a cidade. Era tamanho o seu descaso que ninguém podia programar algo que dependesse da energia elétrica. O abastecimento era interrompido a qualquer momento sem que houvesse alguma justificativa da Companhia Mato-grossense de Eletricidade. A desordem fixou residência em Corumbá. Os prejuízos com perdas de mercadorias aumentavam dia a dia, até que o povo, pacífico por excelência, ORDEIRO por vocação, reuniu-se na esquina da rua Frei Mariano com a 13 de Junho e após alguns discursos inflamados, partiu para a IGNORÂNCIA: partiu para um quebra-quebra que deixou marcas na história de uma cidade pacata. A multidão, que aumentava a cada minuto, dirigiu-se aos escritórios da Companhia, então na Rua Delamare 1.248, deixando NADA sobre NADA, destruindo o que encontrava pela frente. Numa demonstração de descontrole total, assustando, inclusive, os moradores da vizinhança que estavam imaginando o pior: incêndio do prédio da usina instalada na rua Manoel Cavassa, atrás do prédio da Alfândega (hoje APAE). Somente a intervenção de Soldados do Exército e Policiais conseguiu trazer à razão os manifestantes que, se pudessem, queriam ver SANGUE, no que foram contidos. Entretanto, conseguiram oferecer à população a maior fogueira que já se teve notícias nos anais de uma cidade ordeira, pacata, cheia de simpatia e de ordem. Nada ficou de fora do “fogaréu”. Até mesmo um imenso cofre contendo documentos e dinheiro da Companhia de Luz foi arrastado para o meio da rua e colocado dentro da fogueira imensa. Resultado: Corumbá ficou 8 meses sem luz e força. Mas valeu a pena, porque novos e modernos motores foram enviados para a nossa cidade e instalados nas proximidades do CEUC.
Vale registrar a iniciativa particular da Família Otto, na rua Antonio Maria, que teve a idéia de montar pequena usina nos fundos de sua residência, atendendo, durante os 8 meses de completa escuridão, alguns pontos críticos da cidade, onde a energia era fundamental para a tranqüilidade da família corumbaense.
Aí está, caro leitor, um pedaço da história de nossa cidade nem sempre ordeira, nem sempre pacata, mas cheia de brio e de amor próprio.
A Rádio Difusora Mato-grossense talvez tenha sido a principal vítima do ocorrido, pois não funcionou durante toda temporada de falta de energia, vivendo dificuldades de toda espécie para manutenção da sua folha de pagamento. Entretanto, os anunciantes tradicionais, sentindo o grave problema da única emissora de rádio da época, não interromperam um único mês sua contribuição para manutenção dos seus funcionários. Foi uma página à parte que bem caracterizou o espírito de respeito e de amizade pelos homens e mulheres que foram o esteio de uma radiofonia que ganhou corpo, prestígio e qualidade.
Bom dia, leitor desta Folha ! Bom dia para você !
Autor: Silva Neto
A repórter que se auto-intitula a mais “curta”do Brasil.
NEM JOÃO DE BARRO QUER CASA DE PUCCINELLI!
CÂMARA AUMENTA 4 CADEIRAS…
EIS A MAIOR OBRA DE PUCCINELLI…
INIMIGO PÚBLICO NÚMERO 1 DE CORUMBÁ!
O NAUFRÁGIO DO HOSPITAL É O ENRIQUECIMENTO DE ALGUNS
OLHA SÓ O TAMANHO DO RABO DE QUEM FALA MAL DOS OUTROS…
TIPO EXPORTAÇÃO
Apreender os DVDs é bode expiatório. E as bocas?
GRANDE REFORÇO NA POLÍCIA DE CORUMBÁ...