Corumbá,MS Pantanal - 07 de Setembro de 2010

Bom dia para você!  Recado para Setembrina

Publicado em 21/11/2009 | Bom dia Para Você! | Autor: Silva Neto (Tim)

Fomos surpreendidos, Josefina e eu, por uma homenagem que nos foi prestada por “Setembrina”, nas folhas do Correio de Corumbá, do último sábado, através da qual recordava dos antigos radialistas corumbaenses que fomos lá pelos idos de 1950. Nós nos interessamos muito pela crônica, mesmo porque “Setembrina” se preocupou bastante em esconder sua verdadeira identidade, narrando passagens de uma época que só mesmo pessoa bem próxima de nós seria capaz de detalhá-las.  E à medida que avançávamos na leitura, e à medida que íamos nos conscientizando de que “Setembrina” vivera conosco a época em que a Difusora se engatinhava cheia de vontade de fazer uma rádio de qualidade, mais aumentava a nossa vontade de identificá-la.
     
E pela homenagem, e pelas suas manifestações de apreço e simpatia, nós a cumprimentamos nesta manhã com o nosso mais afetuoso BOM DIA.
     
Bom dia para você – querida amiga Setembrina. Bom dia para você que se esconde sob esse pseudônimo, mas que, de alguma forma vamos tentar identificá-la.
     
E você, Setembrina, na sua homenagem recordava nomes de radialistas dos anos 50, narrava detalhes de pedaços da vida de cada um deles, provocando-nos uma curiosidade bastante forte para chegarmos à autora da matéria. Entretanto, víamos apenas um vulto envolto numa espécie de cerração que impedia a clareza da sua imagem, a nitidez da sua fisionomia.  Era quase um “quebra-cabeça” muito interessante, porque a sua mensagem mexeu com a nossa estrutura. E a cada palavra de recordação, a cada detalhe de um passado longínquo, aquela “cerração” ora clareava sua imagem e ora voltava a encobri-la novamente.
      
Senti muita saudade de quando você recordou nomes como: Alberto Nassif – o homem da Ave Maria -; Thálium Maia – o cantor que tinha uma lágrima na voz; Newmis Cabral, a voz de veludo e seu marido Arséne; do saudoso Pequenino, que me acompanhava ao piano quando eu cantava “Caixinha de Música”, cujos versos diziam de: “quando eu era pequenino, mamãezinha me embalava, com a música de uma caixinha, eu dormia, eu sonhava! Lindos sonhos encantados, Feiticeiras e gigantes, eu dormia e acordava enquanto a caixinha tocava... tra-la-la-la tra-la-la... Quanta saudade, hein Setembrina!
      
Não sei, mas acho que a sua imagem está clareando novamente na minha lembrança.  Não na versão atual, mas de num passado distante de quando você não tinha mais do que 13 ou 14 anos de idade, trajando um uniforme do Colégio Maria Leite.
      
É isso aí!  O nevoeiro foi-se embora de vez e já posso vê-la com clareza absoluta.
Obrigado, querida amiga Neyla Lopes Velásquez.  Obrigado pelo “retrato” que você nos mostrou de um passado cheio de luz, de brilho, de encantamento, que não volta mais.  Continue escrevendo as suas memórias, continue mostrando à geração atual toda beleza e toda grandeza da nossa Corumbá de antigamente.
Bom dia, Neyla Velásquez.  Bom dia para você e obrigado pela gentileza de suas palavras que estamos guardando – Josefina e eu - bem dentro do nosso coração.
Nota da Redação
     
A Sra. Neyla Lopes Velásquez é viúva de Assunção Velásquez, de saudosa memória, sendo genitora da Sra. Alba Ferraz, casada com o arquiteto Carlos Ferraz e do Dr. Emílio Velásquez, engenheiro civil responsável pela construção da futura sede da agência da Caixa Econômica Federal, que está sendo erguida na Rua Cuiabá, esquina com a Rua 7 de Setembro, centro de Corumbá, genitor da Miss Mato Grosso do Sul 2009, Pilar Velásquez, que está se formando em Comunicação Social (Jornalismo).

Autor: Silva Neto (Tim)

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