Corumbá,MS Pantanal - 09 de Setembro de 2010

Na Boca Do Túnel

Publicado em 06/02/2010 | Na Boca do Túnel | Autor: Reginaldo Coutinho

Meus Amigos,     

Estando em uma sala de espera para fazer uma sessão de acupuntura, percebi a entrada de um amigo que em uma cadeira de rodas demonstrava a mesma sensibilidade de sempre. Porém o meu amigo Maciel (Pelé), não tinha percebido a minha presença, quando a tua filha colocou a cadeira ao meu lado, foi quando o cumprimentei, naturalmente que surpreso, ficou feliz pela lembranças de um passado não muito distante, quando servíamos no Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário, fazíamos questão de quando na quadra de jogo, disputar sempre com esmero as peladas e jogos oficiais no 6º DN. Maciel, guerreiro como sempre, com a sua habilidade a época, fazia malabarismo, colocando a bola entre as canetas dos seus marcadores e sempre chutava com força e colocando a bola, onde esforça com defesas difíceis e arrojadas, mas sempre foi um gentleman, brincava, mas sempre se deu ao respeito por ser um graduado, a quadra do Grupamento nas peladas era pequena para nós dois, pois ele tinha a obrigação de fazer o gol e eu tinha a obrigação de evitar que ele fizesse gol, ao final das partidas, quando um levava vantagem sobre o outro, sempre a guerra era feita, mas ao final prevalecia a amizade, tanto que quando o vi em uma cadeira de rodas, me emocionei, não cheguei as lágrimas por razões logicamente humanitária, pois, ele que sofreu até aqui nove derrames, continua sendo o velho guerreiro das quadras e dos campos de futebol, vem lutando muito para recuperar os movimentos essenciais e assim ter uma melhor qualidade de vida. Essa vida que nos reserva alguns momentos de surpresa, pois há uma semana, buscando as imagens que ficaram gravadas no tempo, sendo estas através de foto, encontrei uma em que Maciel se fazia presente, não obstante, fiz essa referência de que havia lembrado dele por alguns momentos e ele na sua simplicidade, sentiu-se muito alegre, pois demonstrou quando fazia algumas referências a sua filha dos bons momentos que estão eternizados no tempo, quando praticávamos o esporte e deste encontro tiro um exemplo de que o esporte é extremamente importante, onde fazemos grandes amizades que nos propicia alegres momentos de uma bela recordação. Meu Amigo Maciel (Pelé), que Deus continue abençoando-o, pois através dessa luta para recuperar os movimentos, você na sua simplicidade, proporciona um testemunho de que ainda continua um grande guerreiro, como nos velhos tempos, por isso, repito aquilo que sempre nos orgulhou na vida de caserna: ADSUMUS – MENTE SÃ E CORPO SÃO.


Não Gostei     
Do que vi no amistoso entre Corumbaense 1 x 2 CENE, isso com relação ao time Carijó da Avenida, tendo consciência de que o jogo não serviu para muita coisa em termos tático, pois nem o Cene conseguiu fazer uma grande partida, apesar de estar em seu 5º jogo amistoso, com relação ao time alvinegro, pior ainda, sem ritmo de jogo, ainda tenha saído na frente através de um pênalti, permitiu que o adversário chegasse ao empate e virasse o jogo para 2x1, ficando assim os números finais. Agora tática e tecnicamente, o Corumbaense vai ter que entrar nos eixos, se quiser fazer uma campanha com um time competitivo, mas como diz o ditado que a primeira impressão é que fica, vi um time sem pegada, muito pelo contrário, preso em razão da sobre carga, isso em razão do curto espaço de tempo que o Preparador Físico Paulo Zuri teve para trabalhar com a equipe, com absoluta certeza o elenco vai se soltar apenas e tão somente na quarta ou quinta rodada, até ai, ainda dá pra se recuperar no campeonato, porém voltando ao dito popular, não gostei da dupla de zaga com Diego e Charles, que não jogaram absolutamente nada, vulneráveis e sem nenhuma recuperação, ficaram apanhando do atacante do Cene e no meu parco entendimento não tiveram uma postura que dê tranqüilidade ao time, pode até ser por estarem meia boca, mas pelo que observei, não vi evoluções em termos táticos e técnicos. É cedo para analisar o time, creio que sim, mas o torcedor que compareceu ao Estádio Arthur Marinho, o torcedor alvinegro não quer saber se o jogo era amistoso ou não, já começaram com os primeiros “pitecos”, tanto quanto apuparam o técnico Cláudio Mineiro quando o mesmo sacou Cacalo no segundo tempo de jogo. Que para mim ficou aquém das expectativas, não sei porque, mas talvez tenha visto as travas dos zagueiros adversários, ficou “pianinho” no jogo, bem diferente daquele jogador audacioso na decisão do Roseiral, mas como me afirmaram que houve armação para tal, fica complicado fazer um parâmetro entre Várzea, Amador e Profissional, mas temos que acreditar que este ano será diferente, ainda que surja nos bastidores pessoas jogando “pó de mico” e saindo de perto para ver o circo pegar fogo, na atual formatação, se cada um desenvolver o seu trabalho e na somatória tornar o time competitivo dentro do campo de jogo, talvez o maior desafio e nisso o torcedor fica com a pulga atrás da orelha, o caldeirão está fervendo, hoje tem jogo valendo três pontos, é o Derby local, muito embora o Pantanal não tenha a mesma estrutura que o Corumbaense, a equipe da Pérola do Pantanal está trabalhando com bola a mais tempo e isso pode ser um diferencial hoje, pois se o Carijó continuar “travadão”, com o goleiro tomando gol olímpico, quem quiser pode fazer as suas apostas, que o “bicho vai pegar”. Da Silva não tem nada a perder, pois é um franco atirador, enquanto Cláudio Mineiro vai ter que ralar, pois a cobrança será inevitável por parte da fanática torcida alvinegra. Espero que a rivalidade não termine como os outros anos, em que os dois sempre morreram abraçados, sendo um osso duro de roer entre os dois, enquanto viram caixa de pancadas para os demais adversários. Tenho absoluta certeza que a casa vai estar lotada, espero que o jogo não se assemelhe ao amistoso contra o Cene, pois se isso acontecer... “as águas vão rolar, garrafa cheia...


O Mágico Zen...     
Pode ser a solução para as equipes da região, basta a figura não pagar ingressos nos jogos que ele pode realizar alguma mágica e hipnotizar os adversários, seja com golpes indo no vestiário, assim como ele fez sumir de uma sala o pomposo material que continua guardado a sete chaves, sei que um dia vai aparecer, pois as vacas estão ficando magríssimas, tanto que o homem cartola tem feito algumas corretagens para sobreviver, mas como sempre dando o golpe, dias desses, conseguiram vender um imóvel, só que na hora de rachar a comissão, o dono do escritório, tomou um balão do Mágico, talvez queira desfrutar da mesa e sair na hora que quisesse, bem como utilizar o telefone para fazer ligações para o Pelourinho, até que um dia tomou um “sacode” porque descobriram a maracutaia, de aluno passou a professor graduado, pois além do telefone, tinha a internet a disposição para falar com os “boys”, mesmo não sendo Tarzan, o Mágico é chegado a um Boy. Prestem atenção na fantasia que ele vai usar neste carnaval, não duvido que vai colocar uma máscara de Boi, pois chifres já tem, por isso da raspagem do cabelo, pensa que engana, Mané?


Enquanto isso...     
Em uma cidadezinha do Interior, tem um “Mordedor de Fronhas”, que com as suas fofocas corriqueiras fazia as vezes de “colunista social”, sabia da vida de todos, mas não tinha o menor pudor de fazer as suas mesquinharias, porÉm ao menor sinal da menor errância dos locutores, toma falar que todos precisavam de uma aula de português, tipo falo dos outros mas não olho para as besteiras que faço, diz um ditado muito certo, nesta cidadezinha do interior, quem tem telhado de vidro não atira pedras na casa do vizinho, mas o descrédito é tão grande que essa figura na cidadezinha é tão insignificante, que para conquistar alguns, procura fazer intrigas para a esquerda e para o centro, neste ponto ele “acomoda” e toma a morder a Fronha.


A Maria Quitéria...     
Do Pantanal esta a todo vapor, buscando encontrar uma fantasia para desfilar no carnaval 2010, dizer que por estarmos na Piracema, a Gazela vai se vestir de Sereia, características tem sobra, não vai dar para esconder o bico, mas no “jeitinho” vai cantar o samba enredo das “drag”, só faltava isso acontecer, poderia sair em um carro alegórico, mas implicaria em licença ambiental, pra não perde a folia, vai se esbaldar, tomar todas para não lembrar de nada na quarta-feira de cinzas.


A Saga do Otário Nero...     
Em uma cidadezinha distante o tirano Otário Nero foi molestar um de seus servos. O servo ja cansado de saciar os desejos do tirano, acabou se enchendo e negando fogo ao tirano. o ditador se revoltou e foi cobrar explicações sobre essa afronta e enquanto esbravejava foi surpreendido com um golpe (soco) bem na ponta do queixo, nocaute, o que deixou o tirano tonto e desorientado, mas mais  admirado e apaixonado pelo seu servo moreno, alto, para não ficar vergonhoso, o Otário Nero comentou que estava se fantasiando de alvo, para o Gurizão só acertar na mosca.

Autor: Reginaldo Coutinho

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